sábado, 14 de abril de 2012

As frases do mestre Cabral, pra sempre!

"O pior não é a bola nas costas. O pior mesmo é a vaia."
(Papo do mundo masculino, tratando de uma boa traição da mulher).
"Beira-Rio lotado, 43 do segundo tempo e placar fechado..."
(Outro papo da cena masculina, tratando aqui do sujeito que zanza uma noite toda solteiro e se dá conta que vai ficar sozinho, ou daquele que teve uma... - digamos..., indisposição erétil).
"...isso na tua modestíssima opinião..."
(Durante um debate esportivo acalorado, contraponto a opinião de um pobre opositor)
"Poupe-me deste espetáculo!"um pobre integrante da mesa).
(Reação ao Ribeiro, motorista/técnico da equipe de esportes, ao tentar mostrar que estava ficando careca).
"Pra quem gosta de merda, é um prato cheio..."
(Quando queria dizer sobre alguma coisa muito ruim).

Tive o privilégio de trabalhar com o Cabral por duas vezes. Nas rádios Sucesso (1984) e depois da
Difusora/Bandeirantes (1985), a Band de hoje, de Porto Alegre, onde ele ainda militava e emprestava sua vasta experiência e verve a todos nós.Já não sei quantas vezes repeti algumas destas maravilhosas frases do mestre Cláudio Cabral, que se foi na madrugada de hoje, depois de uma parada cardíaca.
Ilustro aqui o que guardo dele, como lembrança de bons tempos. Tenho certeza que muitos colegas antigos vão gostar de rever essas imagens e guardar na memória este bom pedaço de nossas histórias. As imagens fazem parte de um folheto promocional da Rádio Difusora/Bandeirantes, o qual apresentava toda equipe esportiva.
O Cláudio teve um mestre maior, o seu pai, o velho Cid, que eu também tive o privilégio de cruzar nos corredores, na Rádio Gaúcha, em 1981, eu estreando na profissão e ele já se aposentando como um dos debatedores do inesquecível Sala de Redação, no ar até hoje, mas já bem transformado.
Mas o Cláudio era um criativo, um transgressor, de uma sensibilidade sarcástica, irônica, satírica, como poucos. Tinha um bom humor disfarçado e disparava suas frases num contexto de mau humor, mas de grande poder crítico e muito engraçadas. Quando alguém contava um história, diante de um fato, de uma crise, de uma jogada no futebol, de uma gafe, todos esperavam o comentário do Cabral, que vinha sempre feito um raio fulminante, cortante, ácido, mas elegante, refinado, inteligente.
O tenho como um dos mestres. Me ensinou muitas coisas logo no início da profissão. Na verdade, naqueles anos 80, não sabia que aprenderia tanto, que estava recebendo tantos ensinamentos fundamentais para minha carreira de jornalista e para a vida. Com o passar dos anos me vem as palavras, frases e comportamento do velho Cabral, cheio de manhas e sabedoria.
Abri o twitter hoje e fico sabendo de sua partida desta vida. Lamentei demais e me emocionei relembrando os poucos momentos que tive com aquele mestre.
Como tenho dito, tá ficando bom lá em cima.
Fique bem, velho Cláudio Cabral. Você foi o cara!
Minha modestíssima homenagem.

Um comentário:

Felipe Colorado disse...

Falou tudo o Cláudio Cabral era O CARA!!!
O futebol com certeza fica um pouco mais pobre sem os comentários e opiniões do MESTRE!

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