sábado, 28 de fevereiro de 2009

O bom e velho estado pagando a quebradeira


Tá bom, eu sei que o socialismo hoje é uma espécie de Long Play. Bom, dá saudade, mas ninguém mais usa. Derrubaram muros, acabaram com a URSS, os chineses bebem Coca-Cola há mais de dez anos, a cabrinhas da Albânia já não são mais o charme do socialismo e até o velho PCB virou PPS e recebeu – para desespero de seus militantes históricos, nos seus quadros aqui em SC o “querido” Vinicius Lummertz, que pode ser tudo e já mostrou suas qualidades, mas de comunista e socialista não tem nada.
Os mais regozijadores capitalistas que conheço enchem a boca para dizer que o socialismo acabou, que essa ideologia já era, que a fila andou, estão meio desaparecidos com suas teses do “tudo por dinheiro” e, principalmente, “se o estado não atrapalhar vamos fazer deste país uma potência”.
Resolvi escrever sobre o tema porque não me agüentei, ontem, vendo pela tevê o Obama anunciando uma ajuda de quase 50 bilhões de dólares ao City Group, o maior conglomerado financeiro de seu Pais. Antes disso, já tinha visto há semanas o City Bank quebrado – que era o ícone dos nossos credores da dívida externa nos tempos da ditadura. Me lembro de quando os generais “da hora” e seus ministros civis organizavam pajelanças para receber por aqui os dirigentes do City como um pop star. Dia desses vi, também, a InBev, cervejaria belgo-brasileira, assumindo o controle da Anheuser-Busch, nada mais, nada menos do que a fabricante da Budweiser, marca que até hoje sempre esteve ligada ao bom e viril americano country, do tipo Bush, como símbolo do poder ianque.
Dito isso, quero lembrar os social-democratas, democratas e progressistas de plantão, tão apaixonados pelo capitalismo de “resultados”, o resultado que deu: a quebradeira financeira e, agora, econômica de boa parte do mundo, por conta da irresponsabilidade de seus ideólogos e praticantes.
Vê-se, mais uma vez, que quando os financistas e seus asséclas estão ganhando dinheiro com a estrutura alheia (pública), a presença do estado é execrada, tratada como coisa diabólica e jurássica. Ali na esquina, quando o modelo da libertinagem financeira faz água e é sugada pela sua própria sede, os mesmos gênios do capital livre, correm como crianças assustadas para os braços da mãe-estado, aceitando e articulando politicamente para que o cofre público vire seu parceiro, seu avalista, o trem pagador do buraco capitalista.
Essa festa para o filho pródigo – aquele que enriqueceu com o dinheiro do estado e depois se virou contra ele, agora, é patrocinada pelo povo, o velho pagador de tudo, tanto lá como aqui, com Obama e Lula.
Durma-se com um barulho desses. O que o velho Fidel diria hoje num daqueles discursos de horas na praça de Havana? Que curiosidade...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Os passarinhos por aí

O pessoal anda reclamando, aqui e ali, da acidez do Blog. Ô minha gente, vamos trabalhar..., cada um cumprindo com a sua missão. Tá combinado?! Tão tá.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Escorregada fatal e comum no ar

Nessa época de fechamento de “Operação Carnaval”, quando policiais e imprensa falam tanto de acidentes e comparam os números com os do ano passado, um escorregão muito comum bate como uma bigorna desafinada em nossos ouvidos. É a tal da “vítima fatal”. Já vi gente boa, famosa, muito competente usar a expressão. Então, pessoal, vamos cuidar com o vernáculo.
O adjetivo "fatal" - aquilo que provoca a morte - é pouco adequado para qualificar o substantivo "vítima". Assim, o que pode ser fatal é o acidente, não a vítima. Simplificar sempre é o melhor caminho. Melhor, usar o termo "mortos" no lugar de "vítimas fatais".
Tão tá!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A vida dessa moça mudou. E daí?


Abri o Terra e essa moça aí, com essa declaração, na legenda: “a Mangueira mudou a minha vida”. Fiquei pensando na expressão, tão forte e determinante. Imaginei o quanto sensível ela é, por que certamente o fato de ter mudado a sua vida está ligado ao trabalho solidário, social e histórico que faz a Estação Primeira. A Mangueira, ao longo do ano e não só no Carnaval, tem um papel fundamental na vida de milhares de crianças e jovens carentes, que são assistidos, capacitados e valorizados, muitos deles salvos pela Escola, das drogas, da delinqüência e do descaminho. A moça carnavalesca aí se animou e, de certo, resolveu fazer coisas mais produtivas, inspirada na Mangueira, além de exibir o corpo, numa faceirice de dois ou três dias de paixões impensáveis.
Como me enganei. Fui ler a matéria alusiva à foto e me dei mal. Ela só fala da festa, da contagiante energia do desfile na Sapucaí, da folia e coisas dessa natureza. Isso é que ela entende que “mudou a sua vida”.
Ontem mesmo, via outra foto, que mostrava a cantora Cláudia Leite pendurada num trio elétrico da Bahia, semanas depois de ter parido uma criança. Sua barriga, durante nove meses, ficou exposta por aí, como se fosse a única mãe da Terra, ou do Terra. Do lado de fora da barriga, agora, o filho perdeu as luzes e parece não ter mudado a vida de ninguém. Saracotear num carro de axé rende mais e muda a vida mais fácil da massa.
Fico aqui com meus botões a pensar sobre essas vidas e de tantos que dizem assim, como essa Moça, diante de empolgações tão passageiras que “mudaram suas vidas”.
Já faz um tempo – e não sei bem desde quando – estamos perdidos dos valores mais raros, aqueles mais difíceis de se encontrar e que são capazes, até, de nos “mudar a vida”. Vivemos numa época de surtos de deslumbres e ouço com fadiga essa frase banalizada e que já perdeu seu real valor: “mudou a minha vida”. Livros, teses, ideologias, lutas, amores, movimentos, criações geniais, não mudam mais vidas. “Biguibroders”, novelas, baladas, cartões de crédito, air bags, freios ABS, bolsas Vuitton, e outras bizarrices, sim, mudam a vida das pessoas, como a dessa moça, tão bonita e tão feia.
Me desculpem.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O coelhinho saltitando no gramado


Essa eu ouvi hoje na rádio e pensei em guardar para contar em abril, mês próprio para o “causo”. Mas a história é tão boa que não me agüentei. Vou contar logo. O Antunes Severo vai adorar essa.
O velho Jair – que ninguém lembrou ao certo o sobrenome dele – apresentador de estilo romântico, cheio de frases bonitas e bem cuidadas, era o narrador da Rádio Guarujá de do clássico Avaí e Figueirense, no Scarpelli, lá pela década de 80, num lindo domingo ensolarado de Páscoa. O velho Jair andava sem enxergar muito bem e tinha lá suas dificuldades de discernir o que via.
Foi, então, com grande astral, que ele abriu a jornada daquele clássico:
- Passamos a falar do Estádio Orlando Scarpelli para irradiar mais um grande clássico da Capital. É um dia especial, um domingo especial, uma vez que hoje é Páscoa, um dia de muita paz e inspiração para todos nós...
O Jair percebe uma movimentação inusitada no gramado e logo registra embevecido:
- Mas atenção para o que vejo no gramado, que sensibilidade dos organizadores do clássico, um coelhinho branco saltita e corre pelo gramado do Scarpelli, antes de jogo, numa alusão criativa dos dirigentes à Páscoa que todos comemoramos hoje, que coisa mais linda...
O repórter, na pista, bem mais perto que o Jair, interveio tragicamente:
- Ô Jair, é uma sacola de plástico voando, Jair, uma sacola...

Astral carnavalesco no Centro


Só consegui postar agora, mas o registro é das 9 horas da manhã de hoje, em frente ao Kibelândia. Por aqui passou o bloco do “Pauta Que Pariu”. Estava trabalhando na Nego Quirido, mas disseram que bombou a festa, ontem, com os coleguinhas da imprensa. O Carnaval é isso. Hoje tem mais..., confetes, chopinhos... Não dá vontade?

domingo, 22 de fevereiro de 2009

“Unidos do Vai de Qualquer Jeito!” - o bloco da Prefeitura


Me esculpem, mas não posso me calar, mesmo diante de tanto esforço dos componentes e dirigentes das escolas e dos resultados positivos alcançados, os quais me encantaram tanto na Passarela. A infra-estrutura que a Prefeitura de Florianópolis colocou à disposição de todos foi uma vergonha, pra dizer o mínimo! Uma enjambração só! Aqueles banheiros químicos sujos e cambaleantes, a falta de funcionários para atender o público, a truculência tradicional da Guarda Municipal e a falta de educação quase uniforme de seus integrantes, os precários acessos às arquibancadas sem calçamento algum, barro, poças d’água, periculosidade, insalubridade e um desconforto geral, são as tônicas na inacabada Nego Quirido.
Não é nem bom falar das cabines reservadas para as emissoras. Aquilo não parece com nada que se possa chamar de local de trabalho. Falta de segurança, sujeira, visibilidade precária, localização inadequada, dificuldade absoluta de funcionalidade com a pista, são alguns dos itens lamentáveis. Pra se ter uma idéia, o profissional que quisesse sair das “cabines” lá de cima e encontrar um colega repórter na pista, tinha que andar no barro, em poças e na chuva, por cerca de 400 metros, pelo lado de fora da Passarela. Havia uma alternativa. Dar uns chutes num portão de ferro, logo na descida da escada principal, para ser percebido pelo atendente de um bar do lado de dentro e torcer que ele viesse até à porta para tirar um sarrafo atravessado na maçaneta da fechadura e nos deixar entrar de forma mais rápida. Nenhum segurança, nenhum porteiro, ninguém da Prefeitura, sequer um Guarda Municipal mal educado ou arrogante para nos atender!
Um assunto à parte foi o credenciamento, confuso e improvisado. O crachá entregue aos jornalistas e técnicos era de papelão, mal impresso e carimbado. Na primeira hora de desfile, com a chuva, ele simplesmente se despedaçou e desapareceu. Menos mal. A assessoria era tão precária que ninguém teve problema para trafegar pela avenida sem a credencial.
Numa das entrevistas que fizemos com o governador, faceiro e bem protegido da chuva em seu camarote, tivemos que ouvir um exposição enfadonha e repetida dos investimentos feitos na Nego Quirido. Foi duro ouvir! O prefeito Dário Berger, também muito sorridente no andar de baixo, num outro camarote, ficou devendo as promessas de uma Passarela minimamente acabada e equipada. Ontem, o que vimos passar foram os blocos “Unidos do Tapume” e “Vai Desse Jeito Mesmo!”, os dois patrocinados por Dário e o secretário do Turismo, Mário Cavalazzi. No quesito improvisação, a Prefeitura foi nota 10. No quesito respeito com o público e com a imprensa, nota zero!
Sei do esforço do prefeito e do secretário. Queriam o melhor, mas não conseguiram.
Ano que vem tem mais.

A gente não consegue contar o que viu na Nego Quirido! Lindo!

Estive ontem na Passarela Nego Quirido, cobrindo junto com meus colegas, pela Guarujá, o desfile das escolas de samba de Florianópolis. Não fiquei até o fim. Não agüentei. Começamos às 20:30, como previsto, mas meus pés não suportaram depois das 2 da manhã. Deu pra ver a União da Ilha da Magia, a Coloninha e um bom pedaço da Protegidos.
Não sou nada apaixonado por escolas de samba. Mais jovem, meu melhor carnaval sempre foi o dos “sujos”, ali na Praça XV, rindo muito com os amigos, a tarde toda, até as pernas não ficarem mais de pé. Foi um bom tempo. Hoje não dá mais.
No entanto, é sempre impossível ficar “insípido” diante da passagem de mais de 2 mil pessoas, totalmente concentradas numa euforia, bonitas, fantasiadas e brilhantes, rodeadas de uma bateria sinfônica, tomada de força e emoção. Mesmo que você não queira os pés saem do chão e, junto com a mão, buscam acompanhar o ritmo, tribal, sincopado e perfeito, numa folia organizada e contagiante. É assim uma avenida, uma Nego Quirido, como ontem, na forma pobre que as palavras servem para descrever com dificuldade o que os olhos vêem e o coração sente, verdadeiramente.
Foi um espetáculo! Como sempre! Você não consegue contar o que viu e sentiu quando chega em casa. Emoção única! Parabéns pessoal!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Fora da Nego Quirido, show de ineficiência na Web


É quase inacreditável. Estamos há horas do desfile das escolas de samba de Florianópolis, e o site da Liga das Escolas está com seu site “temporariamente fora do ar”. Não há uma informação à disposição dos foliões, dos turistas ou para a imprensa que vai cobrir o evento. Fica a pergunta no ar: será que os gordos recursos entregues às Escolas – para constrangimento de todos que sabem das enormes deficiências sociais da cidade – não são suficientes para manter um site no ar com as mínimas informações sobre o desfile?
Uma vergonha, uma falha inexplicável e que precisa ser corrigida para o ano que vem. Um amadorismo assim depõe contra a vocação turística da cidade.
Vale lembrar, também, a falha das escolas, com exceção da Copa Lord (com um site melhorzinho). Todas deixam a desejar, no quesito "site". A Coloninha chega ao desplante de ter o site fora do ar, como a Liga. A Protegidos só tem o samba enredo no site, nada mais. A Consulado sequer explica o que quer dizer a sigla G.R.E.S. da Escola. O pessoal lá da “Eletrosul” tá devendo essa. E no site da novata Ilha da Magia o que falta é objetividade.
Bem, tomara que esse espetáculo de ineficiência se restrinja aos sites e às assessorias de imprensa. Vamos ver na Passarela se a coisa evolui. Vou ver de perto logo mais, mas me disseram que o "sambódromo" tá como estúdio de tevê: tudo de mentirinha. O secretário Cavalazzi atacou este ano com o enredo "Unidos do Tapume". É o que temos!
Até mais, a partir das 20:30 horas, pela Guarujá.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Essas coisas leves da vida

Eram 8 e 22, agora pouco, e eu entrava na Rua Nunes Machado para deixar a moto no estacionamento, em frente à Kibelândia, como sempre. Bem na esquina, quase vazia àquela hora, o velho guardador de carros, o flanelinha, um velho conhecido de anos, estava de braços abertos, como o Redentor, me olhando. Não entendi que era pra mim de tão singela a saudação de manhã. Cheguei a olhar pra trás, mas era pra mim mesmo. Fiquei envergonhado pela desconfiança. Como estamos desacostumados com os bons gestos e com a fraternidade, aquela de antigamente, ainda corriqueira no interior.
Estacionei e passei por ele. Aí ele tripudiou: “Bom dia, senhor! Tenha um bom dia, querido”. Só me restou devolver o “bom dia”, constrangido.
Alguns diriam que aquela cena toda é o prenúncio da abordagem de uma gorjeta. Pode ser. Mas os braços abertos e o bom dia são reais e de boas energias.
Bom que a gente pense nessas coisas e reavalie esses pequenos valores que compõem um dia mais leve.
Estou de olho!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Fim de noite. Ufa! Ninguém é de ferro.

Trabalho, já faz alguns dias, com grande prazer, apesar das horas demasiadas, nos espelhos da programação da Guarujá. É uma tarefa que exige atenção e cuidado. O resultado, acredito, seja bem interessante. A tentativa é organizar, agilizar a produção dos programas e agregar qualidade aos talentos dos colegas apresentadores, repórteres e produtores.
Um pouco exausto, neste avançado da hora, resolvo parar. Deu sorte o “break”. O Figueira acaba de fazer um gol, aos 42 minutos do segundo tempo, em cima do fraco Sampaio Corrêa, lá no Maranhão do Sarney. Com 3 a 2, mesmo perdendo, fica mais fácil para jogo de volta, em março. É pela Copa do Brasil e somos vice-campeões do Brasil. Tomara que isso nos dê sorte. Com este time que a diretoria montou, vamos precisar de muita. Menos mal.
Começa o Jornal da Globo, mas não estou nem um pouco a fim de notícias. Abro o You Tube e vou à procura de um bom jazz pra relaxar. É regenerativo, como depois de um jogo. Achei o Dave Brubeck. Bom demais! Ele toca “Take Five”, com seu quarteto. Coisa rara, em preto e branco e bem do ano que resolvi vir ao mundo, 1961. Não resisti. Divido com vocês esta pérola, “on the rocks”. Ninguém é de ferro.
Boa noite, pessoal.

video

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A Psicanálise, esse nosso espelho!


Minha filha está cursando Psicologia. De alguma forma, como pai e amigo de longos papos, também estou. É uma matéria instigante, cheia de surpresas sobre nós mesmos. As vezes tenho medo de ouvir o que a Amanda tem pra me dizer. São revelações que falam muito sobre como podemos ser doentes ou sadios, dependendo dos ângulos que conseguimos nos ver e nos mostrar.
Ontem ouvi dela um conceito desses: “não se pode mudar duas coisas no ser humano, a loucura e o caráter.” Que forte isso!
Mas me chamou mesmo a atenção foi uma frase atribuída ao mestre e fundador da Psicanálise, Sigmund Freud, quando chegava aos Estados Unidos, ainda no aeroporto, já famoso pelos seus estudos sobre a nossa sexualidade e a complexidade das abordagens psicanalíticas. Mandou ele aos americanos: “Eles nem sabem, mas eu trouxe a peste!” O gênio sabia do que estava falando.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Momento de desafios pessoais

Desde domingo não escrevia aqui. Perdoem-me por falar de mim e não de assuntos mais interessantes, mas – ontem - iniciei uma tarefa trabalhosa na Rádio Guarujá, além daquela de ancorar um programa novo, o “Conexão da Tarde”, entre 14 e 16 horas. Encarei como desafio a coordenação de jornalismo. Substituo um craque da profissão, o amigo e mestre Carlos Damião. Farei o que estiver à minha altura para manter o bom jornalismo que a Guarujá se propunha a levar ao ar, oferecendo mais uma opção na Capital.
Os primeiros dias são de verdadeiro “rallye”, uma correria, uma pegada forte de atividades, superando dificuldades e driblando problemas até que as coisas estejam minimamente no lugar. Os colegas do jornalismo que por aqui passam sabem bem do que estou falando. Aliás, aproveito a ocasião para agradecer, sinceramente, a compreensão, o esforço e a solidariedade dos meus colegas da Guarujá.
Quero, ainda, reconhecer a minha frustração em deixar o Jornal da Noite, um horário de grande valor pra mim e que fazia com carinho e dedicação especial. A saída foi uma contingência do momento, mas não desisti de voltar a ele, num outro e breve momento mais propício. Prometi isso a mim mesmo. Tenho recebido muitas manifestações de amigos, colegas, ouvintes e leitores, que lamentaram o fim do JN. Essa história de jazz, blues e notícias não termina aqui, com certeza.
Peço que os leitores do Blog me desculpem pela ausência de maior atenção. Mas tudo vai pro seu lugar em alguns dias. Divido este momento com todos para que me ajudem com críticas, sugestões e a boa audiência, se for possível.
Obrigado a todos pelo apoio.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Aprimoramentos na Guarujá

Nesta segunda-feira a Rádio Guarujá faz uns pequenos ajustes na sua programação. Estamos afinando a identificação com o nosso público ouvinte e levando ao ar um radiojornalismo mais preciso nos seus resultados. A emissora consolida a sua vocação pela notícia, pela informação, pelo jornalismo. Os aperfeiçoamentos feitos adéquam também a emissora para a atual conjuntura, que exige de todos maior criatividade, esforço e capacidade de superação.
O ouvinte mais atento vai notar que vamos aumentar o peso das pautas vindas dele próprio, através dos canais de comunicação que temos, pelos telefones e via Internet. Em decorrência disso, as autoridades serão mais cobradas e as reportagens ganham as ruas com mais força.
Durante toda a programação haverá um acréscimo de notícias, com a utilização - a cada hora e quarenta e cinco minutos, com o “Giro de Notícias Eldorado”, direto da Rede Eldorado, de São Paulo. Permanecem os noticiários locais – a cada hora cheia, com o “Guarujá Notícias”, e a cobertura esportiva – a cada hora e meia, com o “Toque Esportivo”.
Somado a isso, haverá um rápido redesenho da programação da tarde, com a reestruturação do “Conexão da Tarde” (agora, das 14 às 16 horas), nesta fase mais jornalístico, mais informativo e ágil, com ênfase no Estado e na Grande Florianópolis, apresentado pelo blogueiro aqui.
Saio do horário noturno e o Jornal da Noite é substituído por uma boa e eclética programação da Rede Eldorado que vai satisfazer com qualidade as expectativas do ouvinte da Guarujá. Se deixo a noite - para mim um espaço todo especial e que relutei trocar – chego a um horário nobre do rádio, de grandes desafios, possibilidades e estimulante trabalho a fazer.
Acho que todos ganharão. Conto com a força e a audiência dos amigos e leitores.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sábado, relaxando com besteiras

Tava cortando a grama agora pouco e pensando em coisas bobas e doidas. Enquanto cortava, me doía as costas, então me lembrei do quanto estou fora de forma, precisando comer melhor, malhar mais, e continuei minha lida.
Divagando, imaginei como seria uma conversa, naquele instante, com as gramas e aqueles capins misturados, que não deveriam ter nascido ali. Diriam alguns deles pra mim:
- Ô gordinho, corta aqui, ó!
Então, eu responderia brabo:
- Gordinho é o escambau, seu babaca!
O vegetalzinho olha pra mim e lasca:
- Olha o cara, pessoal, tá se achando o Rambo com essa maquininha na mão...
Mando ver pro “verdinho”:
- Posso não ser o Rambo, mas tu nunca vais ser uma grama, seu capinzinho pretensioso...! E passei o nylon nele..., como um Rambo desgovernado.
Me lembrei daquela piada, bem cafajeste. O bebum encostado num poste e passa na calçada uma mulher daquelas que parece ter nascido do avesso. O caçaceiro provoca e lança: “Feia!!” A coitada responde: “Bêbado!” O tonto e mal educado retruca: “É, mas amanhã eu tô bom...”

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Conversa de sexta, caindo o sol


O amigo e colega Cleber Pedra me informa o que significa a palavra “Skol”. Seria uma homenagem à ex-primeira dama do Brasil, esposa do presidente Juscelino Kubitschek. Muita gente não sabe que Juscelino tinha no último sobrenome “de Oliveira”. Como a cervejaria é uma companhia limitada, a “Skol” tem seu nome por extenso assim: “Sara Kubitschek de Oliveira Ltda”.
Típica conversa de mesa de botequim, regada, é claro, com ela, geladíssima, que pode nem ser Skol. Tudo conversa fiada do Pedra. Ele mesmo, no dia seguinte, me veio com a versão original sobre o nome da “bem dita”.
Segundo o guru Cleber Pedra, especialista nessa etimologia, o nome “Skol” se inspira na expressão sueca “skål”, que significa "à vossa saúde", e é usada antes de brindes, lá por aquelas bandas. Há outra vertente para o nome. Na Austrália, “skol” é uma gíria, que significa beber algo de uma vez, sem parar para respirar. Tudo a ver. Mais ainda, se descer redondo e gelaaaaaadaaaaa!!
Bom pessoal, essa prosa me deu uma sede danada. Pra acabar com essa conversa mole e pensar no que fazer neste fim de semana que começa, vamos a ela. Pode nem ser Skol, já disse, mas bem gelada. E ponto final por hoje.
EM TEMPO: hoje é sexta-feira 13. Por segurança, antes do primeiro gole, deixe um pro santo!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Troca de horário

Estou apresentando neste momento o programa Jornal da Noite, pela Guarujá. É o último. Lamento muito deixar o horário. Acho que contribui com a criação de uma boa audiência neste horário, estimulando as pessoas a ouvirem um jornalismo sincero e atento. Tenho um carinho muito grande pelo horário. Uma pena.
Mas a vida caminha pra frente e a gente precisa se adequar e encarar os novos desafios. Passo a fazer, a partir de segunda-feira, o “Conexão da Tarde”, entre 14 e 16 horas. Será um programa interessante, cheio de atrações, repórteres, com as crônicas do Alexandre Garcia e do Celso Ming, notícias locais, do País, do mundo, através da Rede Eldorado e as entrevistas da hora que continuaremos a fazer pelos 1.420 kHz/AM.
Espero contar com a força dos amigos, colegas e leitores do Blog.

EM TEMPO: O amigo e colega Mário Medaglia me pergunta se vou continuar a trazer as músicas (jazz, blues e tudo que for de bom gosto...). O horário da noite pedia o velho jazz esfumaçado e relaxante. À tarde, talvez faça algo parecido, levando sempre em conta que a música, neste caso, sempre apareceu de forma discreta, sutil, quase subversiva dentro do jornalismo. Continuará assim. Estou pensando em coisas..., aqui com meus botões. Mais adiante falo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A chafurda que viramos

Vejo os jovens do meu País vendo este “Biguibroder”. Não, eu não errei, não. É assim que quero escrever este “troço”. E é isso mesmo que quis dizer, este “troço”.
Vejo também meus pares, meus colegas, minha geração e até a que me antecedeu, ou seja, meus pais e avós e conhecidos, todos consumindo o tal “Biguibroder” na Globo.
Será que eu estou ficando louco?! Não é possível que só eu (ou quase só eu) ache e diga que o tal programa é um excremento cultural, um achincalhe às pessoas, uma forma explícita de esculhambar com o resto de bom senso que ainda existe por aqui.
Outro dia, fiquei observando aquilo, durante uns minutos. O Pedro Bial – que espero estar enriquecendo ao se prestar àquele papel (só assim consigo admitir o que faz um sujeito com o perfil dele topar este estupro profissional). Vi e ouvi o Bial perguntando a um coitado daqueles o seguinte: “o que é mais importante numa mulher, a cabeça ou a bunda?” Foi isso mesmo. Leiam mais uma vez! Foi isso mesmo. Pior: olhei para as pessoas da sala e ninguém ficou estarrecido como eu. Nem as mulheres presentes! Imagino que o País reagiu assim também.
Bem, num lugar onde dizem que funk é essa batida imperfeita e débil mental, rodeada de bundas estufadas e todo tipo de baixaria possível.... (acho que nunca ouviram a Sandra de Sá, a Fernandinha Abreu , o Tim Maia, e nem sabem quem foi James Brown, Earth Wind & Fire, KC & Sunshine Band, Rick James, Chaka Khan, ou até Michael Jackson e Prince (que já fizeram maravilhas com o funk...), Maceo Parker e Melvin Parker, pra falar de alguns).
Este pessoal do “Biguibroder” também deve achar que pagode é este lixo que tocam nas rádios, feitos de melodias e arranjos previsíveis e pobres, uma agressão sem vergonha alguma aos mestres Paulinho da Viola, Zeca, Beth Carvalho e tantos outros.
Meus amigos e leitores. Não posso admitir que estou fora da casinha. Não é possível! Mas tenho a nítida impressão que estou.
Que País é esse, que não consegue preservar nem o “trema” em sua escrita?
Onde anda o Chico e o Milton numa hora dessas?!!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Rita Maria: sujo, quebrado, abandonado, ineficiente...

Não se pode elogiar. Ontem mesmo, passeando pelas ruas principais do centro de Porto Alegre, me horrorizei com o estado lastimável das ruas da capital gaúcha. A sujeira e a falta de cuidados (tanto da sociedade, como do estado) me levaram a fazer aqui, logo que consegui chegar a um shopping – um oásis da civilização “moderna” – uma verdadeira declaração de amor e saudade de Florianópolis, um verdadeiro céu, comparada às velhas e surradas ruas do centro portoalegrense.
Pois é, não se pode elogiar. Cheguei hoje em Florianópolis, eram 7 da manhã. A cena que vi no Terminal Rita Maria, durante uns vinte minutos que ali fiquei, me deixou envergonhado, indignado, como morador, com cidadão daqui.
A sujeira é generalizada. Tudo é sujo, descascado, caindo aos pedaços, sem pintura. Muitos dos banheiros estão interditados, fechados. Os que funcionam (funcionam?), imundos, cuidados (sic) por gente maltrapilha, despreparada, pra dizer o mínimo.
O sujeito que precisar de um carrinho para carregar suas malas não vai conseguir. Não há carrinhos. Ou melhor, os poucos carrinhos, velhos e tortos, estão sob o controle de “funcionários” – sabe-se lá de quem, que cobram para levar ou emprestar aquele raro e público equipamento. Um desses espertos chegou ao requinte de pintar o carrinho de azul e colocar seu nome. Portava até um crachá, o que lhe dava um ar de carregador oficial da rodoviária.
Chegando aos táxis, outra cena de guerra e um festival de falta de educação. Os motoristas, em muitos casos humilham seus “clientes”. Gente pobre, que chega com malas, sacolas, e crianças de colo, além de pagarem uma das bandeiradas mais caras do Brasil, enfrentam as grosserias e desdém desses maus e arrogantes profissionais, que não são maioria, mas em número expressivo, que intimidariam qualquer gestor sério daquela repartição pública.
Para completar o quadro, não temos Polícia, pelo menos àquela hora. Se um vigarista ou um batedor de carteira principiante resolver dar um “atraque” nos sonolentos passageiros que chegam ali, certamente, serão presas fáceis. Não há ninguém por perto, nem no horizonte mais distante das vistas.
Me lembro, isso já faz uns bons anos, já vivi esta cena. Cheguei a armar um “barraco” contra o pessoal responsável dali, quando reclamava da falta dos carrinhos. Fui desrespeitado, humilhado e debochado pelos aqueles “servidores públicos”. Vejo que nada foi feito, nada mudou. Continuam lá, protagonistas daquele “estado de sítio” que vive o terminal rodoviário de Florianópolis, “capital turística do Mercosul”, que pretende ser uma das sedes da Copa de Mundo de 2014.
Ah, é claro, nem o Comitê – tão famoso, que esteve por aqui, nem os turistas mais endinheirados que chegam, desembarcam por ali. Preparem pelo menos uns tapumes em volta do Rita Maria, para os visitantes não verem aquela vergonha que ali está.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"Chega de Saudade"

Estou trocando a idade hoje. 48. Vim à Porto Alegre bater umas taças com meus pais e rever um pouco a cidade que deixei há 24 anos. Hoje fui até o centro. Casualmente, foi o primeiro dia que o prefeito Fogaça testou a Praça XV gaúcha sem os camelôs. Foi construído um “camelódromo” para o pessoal ambulante. Mas não deram este nome, como nós aí. Chama-se “Centro Popular de Compras - CPC”. Não tem jeito de “camelódromo”. É todo pré-moldado, um edifício de um andar, com estacionamento no térreo. Receio que não dê certo a idéia. Se não se chama “camelódromo”, não é para camelôs, logo, o pessoal vai achar, novamente, um lugar improvisado nas ruas e a Prefeitura vai se incomodar de novo. Nós, em Florianópolis, fomos mais eficientes.
Mas não queria falar disso, na verdade. Quero falar da saudade que já estou de nossas ruas, nossos bairros e do astral de Floripa.
A música do Tom me veio como um vento, Sul. Não deveria falar de Bossa Nova hoje. É a Carmem Miranda que está de aniversário. 100 anos! Parabéns pra ela, pra nós dois.
Um recado pra manezada querida: como vivemos melhor, mais saudáveis, mais alegres, mais organizados, mais bonitos e, muitas vezes, não vemos isso...!
Sugiro pro pessoal dar - de vez em quando – um pulinho por aqui, e valorizar um pouco mais esta Santa e Bela Capital. Viu Damião?!
Meia noite parto em direção à Hercílio Luz. Chego aí cedinho, como há 24 anos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Praças instalam quinta vigília


No dia que completou um mês da instalação da vigília cívica da Aprasc na Capital e no Extremo-oeste, foi aberto mais um acampamento em Blumenau. O objetivo é manter a mobilização dos Praças e familiares em torno da conquista de justiça salarial e contra as punições aos policiais e bombeiros que participaram das manifestações de dezembro. A Aprasc já conta com cinco vigílias: Florianópolis, São Miguel do Oeste, Chapecó, Lages e Blumenau. Uma sexta vigília, no Sul do Estado, está a caminho.
Quanto tempo o Governo do Estado vai brincar de avestruz, heim?!...

A luta do pessoal do Sambaqui


O Celso conta que a mídia ignorou a manifestação feita hoje à tarde no Sambaqui. O Celso sabe – é jornalista e dos bons – que hoje em dia são pouquíssimas as redações, seja onde for, que deixam algum colega de plantão para a cobertura de eventos como este. O dia não foi exatamente próprio para este tipo de repercussão. De qualquer forma, posso garantir que a Rádio Guarujá está fazendo a sua parte. Sua reportagem produziu matéria na semana que passou e continua acompanhando o assunto. Tanto que nesta próxima segunda já está agendada uma entrevista com os organizadores do movimento “ESGOTO SIM, NO MANGUE NÃO!” no Jornal da Noite, conforme foi acertado com a Adriane Ferreira, da Comissão Movimento, com a qual falei por telefone.
Aproveito a ocasião para dizer que o presidente da Casan está devendo um enfrentamento mais próprio e respeitoso com a comunidade do Sambaqui e adjacências.
O Blog continua solidário à luta do pessoal do Sambaqui e aberto às manifestações da Casan.

A Pequena e suas bananas


A Carmem Miranda faz aniversário amanhã, como eu. Fiquei sabendo disso dia desses. Soube, também, que ela teve um romance ruidoso com o John Waine. Fiquei imaginando..., ela de metro e meio e o cowboy com quase dois. O amor não vê esses detalhes.
Este ano comemoramos o centenário de nascimento da Pequena Notável. Olhei essas bananas, tão bonitas e apetitosas, fotografadas pelo meu pai, em Porto Alegre, e me lembrei, na hora, da nossa rainha do “Chica Chica Boom”.
Amanhã falo mais dela.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Luzinhas de saudade


Estou em Porto Alegre. Não fiz o programa de ontem na Rádio. Fiquei tentando acompanhar o Damião, na estrada, pelos 1.420kHz. Quase imperceptível, consegui escutar algumas coisas. Cheio de ruídos, ouvi trechos da entrevista que fiz durante a tarde com o mestre Cezar Pasold, um dos craques nossos da ciência política. Queria ouvir também a reportagem especial que deixei sobre o "Pré-sal". Mas deve ter ido ao ar muito tarde, e já estava muito longe na freqüência da Guarujá e de Floripa.
Em casa, entre os meus, descanso, me revejo em cenas e fico já com saudades do que deixei há poucas horas.
Passeando pelos arquivos do lap top vejo a imagem da mesa de som no escuro, da Guarujá, como que repousando, depois de um dia cheio, só com suas luzinhas derradeiras, depois do Jornal da Noite. Esta é a imagem que sempre deixo, eu e o Diornes, de segunda à sexta, depois da meia noite. Tão pouco tempo e eu aqui, cheio de saudades.
Volto terça, bem cedo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Constatações pós Clássico

Algumas convicções depois do jogo de ontem, o Clássico.
As duas equipes são muito ruins, e quem pese sabermos que Clássico tem essas coisas, os jogadores ficam adrenados demais e o futebol mais cerebral sai de cena.
O campeonato começou com um time, o Avaí, favorito para ser campeão do Estado. Esse sentimento desapareceu ontem e desde os primeiros jogos. Isso não quer dizer que o Figueirense passe a ser favorito. Pelo contrário, ele tem um time ainda mais inferior.
Pelo que vi até aqui, acho que o candidato mais cotado é o Criciúma.
O Avaí, se considerar que este time é base para disputar a Série A, contratando mais um ou dois – como ando ouvindo – vai parar na B, de novo. Aliás, se o Figueirense não mexer viabilizar, com certeza, mais Clássicos em 2010. Na Serie B.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

No clima do Clássico


Como diria o filósofo esportista “Clássico é clássico e vice-versa”. Hoje é o dia do “vamos ver”. A esta altura ainda não sei se vou ao jogo, no Scarpellão. Me transformo na arquibancada, me emociono demais com o Figueira. Não sei de onde tirei isso. Nem como gremista era assim lá no Rio Grande. O fato é que quando o Alvinegro entra em campo nunca deixo de me emocionar fortemente e me sinto um menino.
Acho que vou acabar não indo a campo. Agora pela manhã cheguei a ir na bilheteria do Estádio. Perguntei se ainda havia ingressos, sondei, meti a mão na carteira, mas desisti. Será que estou ficando velho? Acho que vou escolher um bar, desses que tem tevê a cabo e assistir anonimamente, gritar e me abraçar com a galera da cervejinha na hora dos gols, se Deus quiser. Ele há de querer!
Hoje não escrevo mais por aqui pessoal, me desculpem. Estou no clima do jogo, ansiado demais.
Me desculpem os amigos, colegas e leitores avaianos, mas hoje é o dia ou a noite...
Amanhã estou de volta. Dependendo, ainda hoje, depois do jogo. Fui.
Figueeeeeeeeeraaaaaaaa!!!!

Esgoto sim, no mangue não!


Está no Blog comandado pelo amigo e competente jornalista Celso Martins. O Celso é um velho batalhador das coisas daquela comunidade e de outras tantas lutas desse País. É um bravo!
Estou com ele e com seus companheiros. O pessoal do Sambaqui está reivindicando um maior cuidado com a natureza e o meio ambiente. Alô, camarada Walmor, a luta continua!
O recado do pessoal do Celso:
"Bom dia a todos, gostaríamos de pedir a vocês que repassassem o nosso convite de participação no ato público em protesto à instalação da ETE na Barra do Sambaqui - ESGOTO SIM, NO MANGUE NÃO! - que estaremos realizando domingo, dia 8.2, às 15 horas na entrada da Barra do Sambaqui (na praia em frente ao restaurante Delícias do Mar e próximo à Marina).Gostaríamos de estar atuando em conjunto com as outras entidades que também vêm sofrendo com este atropelamento e desrespeito dos órgãos públicos e convidá-los para trazerem suas reivindicações neste domingo a tarde. Talvez seja um bom momento para aproveitarmos a presença da imprensa e expormos unidos nossos problemas.
Um abraço,
Adriane Ferreira - Comissão Movimento Esgoto no Mangue Não!
Conselho Comunitário da Barra do Sambaqui".
Este Blog assina em baixo nessa "briga" da comunidade.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Mosquito e as boas da entrevista

O lado hilário da entrevista com Dário foi o Mosquito no chat da Rádio. Ele entrou antes do programa começar, desferindo todo tipo de desaforo, incluindo palavrões, como é de costume do incendiário. Mostrei para o Dário. Ele identificou logo o nome e mandou: - Pra esse cara eu não respondo! Mas não demorou muito. Disse que no próximo programa vai responder até as provocações dele.
O mais engraçado foi o bom humor do pessoal no chat. A sala encheu num instante e logo apareceu o “Detefon”, o “Boa Noite”, o “Rodox”, anunciando uma caçada ao Mosquito. Não sei bem de onde veio a informação que ele estaria num ofurô, mas alguém logo alertou: “Se pegarem o Mosquito num ofurô, mata porque é dengue na certa!”
O prefeito comentou que há muita gente que foi exonerada no final do ano, à espera da nova formatação administrativa. Alguém lançou: - O que tem de comissionado nesta sala...

Mais um pouco da entrevista com Dário

Não sei bem quem disse isso. Talvez tenha sido o Dr. Brizola ou gente ainda mais famosa do que ele (me ajudem...). “Na política, ganhasse a eleição com a mão esquerda, mas governa-se com a direita”. É uma frase terrível, de péssima inspiração, um sofisma. A idéia me veio, imediatamente, ontem, na entrevista com Dário, quando lascou: “Você ganha a eleição com as classes populares, mas na hora de governar tem que governar para a burguesia, para essas oligarquias que se acham donas na cidade. Aí tentam tirar a tua caneta, criando batalhas judiciais.”
Se tudo mais que o prefeito disse pode ser interpretado como discurso de uma campanha que já terminou (Terminou? Será que terminam?), a avaliação que fez das oligarquias é precisa e explica uma série de esquizofrenias de identidade com a Ilha que vivenciamos diariamente, numa competição provinciana entre os que são e os que não são daqui, com poderes ou não.
Sabe-se que não é objetivo de Dário estabelecer esta discussão socio/antropológica – longe disso, mas acaba por acontecer e a população da Capital – sendo ou não daqui – já deu alguns recados nos últimos anos, elegendo alguns forasteiros, como o Professor Grando e o próprio Dário.
Entenda isso quem quiser.

Dário - “The Professional”


A entrevista com Dário durou mais de uma hora e meia. Já o havia entrevistado outras vezes, há uns anos. Ele se profissionalizou e aprimorou a sua dialética. Como repórter, confesso que hoje é difícil pegá-lo numa contradição. Toda vez que isso acontece ele se sai com humildade de candidato, mas, em seguida, retoma golpes fortes sobre seus adversários com a imodéstia (gostei da palavra usada pelo Damião) das urnas. É um pugilista clássico. Quando defende-se nunca sai de uma esquiva ou de um clinche sem magoar o rim do desafiante. Aprendeu isso há pouco, talvez com seu principal adversário.
Sobre a polêmica da convocação extraordinária dos vereadores, reconheceu que “queimou etapas” e pagou o custo político para ver aprovados os principais projetos, o previdenciário e a reforma administrativa. Da forma regimental, respeitando o rito ordinário perderia tempo (meses, tramitando nas comissões, pedidos de vista...) e, quem sabe, a votação em plenário. Está confiante que reverterá juridicamente, em pouco tempo, os desgastes “extraordinários” que sofreu.
Perguntado sobre o futuro político, dissimulou, mas não conseguiu esconder a sedução de uma campanha para governador em 2010. É provável que o doutor Eduardo Pinho Moreira tenha problemas.
Dário prometeu voltar outras vezes. Vou cobrar e preparar um cardápio mais atento de perguntas e assuntos. Me agradou sua atitude. Se fez presente. Talvez ele recupere este hábito para alguns de seus atuais correligionários.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Dário Berger no estúdio, no Jornal da Noite

Mais alguns minutos e começo a entrevista com o prefeito de Florianópolis Dário Berger no Jornal da Noite/RádioGuarujá (AM - 1.420 kHz ou no http://www.radioguaruja.com.br/). A assessoria do prefeito me garantiu que ele chega por volta das 22:30h. Segundo bloco do Programa, portanto. Tenho muitas perguntas no bolso, a pauta é riquíssima, olhando no retrovisor dos últimos dias. Mas vou também abrir o Chat, a sala de bate papo, pela Internet, para que os ouvintes e internautas possam participar. Logo após o Programa volto aqui.
Até lá.

Nenhuma pergunta na telinha

Assisti agora pouco os noticiários locais na tevê e lamentei as matérias de meus colegas, em todos os canais. Em nenhum deles, ao entrevistarem o governador Luiz Henrique na Assembléia Legislativa, durante a tarde, nenhuma pergunta a respeito da polêmica dos praças militares que estão em vigília há alguns metros dali, em protesto contra o descumprimento da Lei 254.
Será que o governador está com a razão? Vai ver, os praças e a Aprasc não existem mesmo. Fazer o quê?!

Os “Bem-te-vi” e a temperatura na Guarujá


O colega Hélio Costa é um campeão do improviso. Ri demais agora pouco. Estava ele falando com a Marilene de Lima, da Epagri-Ciram, sobre a previsão de tempo. A temperatura local era de 26 graus, mas o termômetro da Rádio Guarujá estava marcando 29 graus. Foi, então, que o Hélio lascou essa:
- Ô Marilene, o nosso aparelho endoidou aqui. Está marcando errado. É que tem uns “Bem-te-vi” aqui em cima, e eles fazem uma coisinhas na nossa anteninha de vez em quando. Vamos chamar o Edson Garcia pra dar um jeito...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dia de assombrações na praça e no plenário

Amanhã vamos ter uma cena interessante, de cinema. Para ir à sede da Assembléia Legislativa, ler sua mensagem anual, como tradicionalmente acontece, o governador Luiz Henrique terá que passar pelos manifestantes da Aprasc, os Praças Militares do Estado, que estão em vigília há quase um mês na Praça Tancredo Neves, em frente ao Legislativo Catarinense, protestando e exigindo o cumprimento da Lei 254, que garante reajustes salariais à corporação.
O fato, no mínimo engraçado, é que o governador vem dizendo que não reconhece a Aprasc, afirma que ela não existe. Pois é. O que LHS verá não são “fantasmas” em plena praça, são os dirigentes da Aprasc, queira ou não o governador reconhecer sua existência. Só espero que Sua Excelência não feche os olhos quando passar de carro pela Praça, ou pelos Praças.
Vencendo este episódio “mal assombrado” na rua, LHS, já no interior da Casa, encontrará outro “fantasma”, este com mandato, no plenário da Assembléia. Vai ser olho no olho, não vai ter outro jeito. Será uma cena que nenhum repórter fotográfico ou cinegrafista que se preze vai perder.
Fico a pensar com os meus botões: será que o governador tem medo de assombração?
Vamos ver.

A Lei 254, a Aprasc e o seu site. Todos existem.

Há uns dias falei por telefone com o colega jornalista José Gayoso, que é o diretor de Imprensa da Secretaria de Estado de Comunicação. Falamos sobre a polêmica do Governo do Estado com os Praças Militares. A posição escolhida pelo Centro Administrativo é no mínimo estranha. Para evitar o diálogo – que é complicado e de difícil solução, resolveu achar que os Praças não existem, ou melhor, a Aprasc não existe. Assim, ele – Governo – não precisa preocupar-se com quem não existe. O Gayoso, de forma respeitosa e profissional - como sempre o foi - tentou me convencer da inexistência da Aprasc.
Felizmente, as coisas não são tão simples assim, como o governador LHS imagina. A “bizarrice” desta postura não resistirá por muito tempo. A Justiça acaba de suspender a censura do site da Aprasc (http://www.aprasc.org.br/). Na leitura defendida pelo Gayoso o desembargador Paludo liberou um “ectoplasma” na Internet, um portal fantasma, de quem não existe. Na realidade, não parece ser isso.
Vamos ter um momento muito curioso ainda neste governo. O governador LHS terá que pedir ajuda espiritual para negociar com alguém que – segundo ele - não existe e, então, resolver um problema político que existe, sem dúvida.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Liberação de site é comemorada no Estado

A liberação do site da Aprasc pela Justiça foi comemorada em grande estilo pelos policias e bombeiros militares, além de suas esposas e familiares, em vigília nas praças de Santa Catarina. Em Florianópolis, Chapecó, Lages e São Miguel do Oeste a cerimônia foi feita com bolo e queima de fogos. O site foi novamente colocado no ar às 16 horas do dia 1º de fevereiro.
Na Capital, na Praça Tancredo Neves, além do deputado Sargento Amauri Soares - presidente da Aprasc, mais seis parlamentares estaduais participaram da comemoração, depois da sessão de eleição do presidente da Assembléia Legislativa: Décio Góes (PT), Dirceu Dresch (PT), Joares Ponticelli (PP), Lício Silveira (PP), Pedro Uczai (PT) e Reno Caramori (PP). (O texto é da assessoria do deputado Sargento).

“Furo” sem prazer nenhum

O Les Paul de deixou um comentário interessante no post “Os blogs e o bom jornalismo”. Assino em baixo tudo que ele observou. Aliás, adorei ter encontrado o “Mais Barulho”, do Les Paul. Eclético, presente, posicionado e ousado. Gostei das dicas culturais e aquele cubo é algo... Só não gostei muito da música, que dispara automaticamente e nunca sei de onde. Rsrsrs. Dia desses ela me curou um soluço. Mas já achei o botão para silenciá-la. Em fim, o “Mais Barulho” está entre os que recomendo.
Falando em furo e da bobagem que ele é por aqui, notei que nenhum dos blogueiros que acompanho – e olha que minha lista é boa..., deram a notícia da decisão judicial que devolveu o site da Aprasc à Internet. Acho que o pessoal foi geral pra praia. Fiquei eu aqui, sozinho. Posso garantir a vocês que não senti prazer nenhum nisso. O negócio por aqui não é exatamente esse.

Justiça suspende censura a Site da Aprasc

O site da Aprasc - Associação dos Praças de Santa Catarina está de volta. O desembargador Domingos Paludo, do Tribunal de Justiça, concedeu efeito suspensivo à decisão de primeira instância que obrigou a retirada do site (www.aprasc.org.br) por 90 dias. Citando o artigo 5º da Constituição Federal, o desembargador considerou que o bloqueio da página impede a Aprasc de comunicar com seus filiados. "A liminar suspensiva há de ser deferida, pois a decisão interfere duramente a ponto de eliminar por completo a liberdade da manifestação de pensamento", escreveu.
Paludo também reforçou o direito da Aprasc de livre associação. "A democracia impõe a todos respeito a seus mecanismos de garantia que, quebrados, faz periclitar [ameaçar] o próprio sistema", concluiu.
A Aprasc teve seu site censurado no dia 27 de dezembro, a pedido do governo do Estado, quando acabava de encerrar o movimento de paralisação dos quartéis. Em seguida, a Aprasc construiu outra página (aprascnaluta.com.br) para poder continuar a comunicação com a categoria. Mais uma vez, a pedido do Comando da Polícia Militar, a Aprasc teve seu site censurado. Na terceira tentativa, a Aprasc conseguiu manter o site (aprascnalutadenovo) funcionando, sem a ação da censura, apesar das tentativas por parte do governo e da PM. Agora a Aprasc, respaldada pela Justiça, conquista essa vitória.

Resultado da pesquisa

A pergunta era esta: “Quais nomes estarão no segundo turno das próximas eleições ao Governo do Estado?”
Ficou o mês de janeiro no ar, captando votos. O resulta do é o seguinte: Eduardo Pinho e Ideli Salvatti (7%); Ideli Salvatti e Dário Berger (14%); Ideli Salvatti e Raimundo Colombo (11%); Leonel Pavan e Raimundo Colombo (9%); Dário Berger e Hugo Biel (4%); Ideli Salvatti ganha direto (19%); Dário Berger ganha direto (4%); Nenhuma das anteriores (28%).
Analisando o ganhador (“Nenhuma das anteriores”), há duas leituras. Os petistas compareceram bem ao Blog e votaram em peso na sua candidata. E o pessoal que não gosta da senadora, nem do prefeito, resolveram apostar num outro nome. Qual será, hein?...
De qualquer forma, agradeço a todos que engrossaram a humilde enquete. Dêem uma olhada na próxima na coluna da esquerda. Já está valendo. Clique sua opinião!

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