terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
No trocar dos anos
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
De volta
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Um close súbito para John
O velho Dankworth está bombando no You Tube. Pode-se dizer que é o sentimento mórbido de visitarmos os que jazem. Prefiro não pensar isso. Quero acreditar que a grande maioria faz uma adequada homenagem ao mestre saxofonista, assistindo-o, sorvendo a sua arte de qualidade rara.
Escolhi trazer ao Blog um momento bem passado de John, acompanhando a sua esposa Cleo Laine, interpretando o clássico “Oh Lady Be Good”. Eles estavam casados há 7 anos, dos 52 que viveram juntos. Uma bela história de vida, singrada sob o melhor do jazz.
No vídeo, Dankworth aparece sempre ao fundo, pilotando seu sax tenor, ao lado esquerdo de Laine.
Ainda um pouco arrepiado, como contei no post abaixo, registro mais um sinal que me toca. Assistia há pouco este vídeo pela segunda vez, buscando algum detalhe para contar aqui. Foi quando aconteceu. Minha banda larga anda instável. Caiu, mais uma vez, subitamente e o vídeo travou. Sabem em que instante? No único close em John Dankworth do velho filme.
Salve John!
O jazz morre um pouco
Ouvi na Guarujá/Eldorado agora. Levei um susto! Casualmente, estava atualizando o Blog e ouvindo um pouco de música pelo You Tube. Ouvia precisamente John Dankworth. Estou arrepiado até agora.
Ele faleceu ontem, conta a sua companheira, Cléo Laine, intérprete do jazz, casada com o mago do sax desde 1958. John tinha 82 anos. Informa o Estadão que ele morreu em um hospital londrino, de causa não revelada. Nem importa mesmo.
Pra quem ainda não dimensionou a perda por aqui, o velho Dankworth tocou com os melhores da sua trupe, como Nat King Cole, Ella Fitzgerald e Oscar Peterson.
Como venho dizendo, ta ficando bom lá em cima.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Um bolero de respeito com Marília
Com vocês "Contra a Vontade".
domingo, 31 de janeiro de 2010
Somos presumidos mal educados
De férias, ando mais pelos chopins (o Rui Magela vai me buzinar de novo..., mas eu adoro escrever o inglês assim...). Tem coisas muito mais interessantes pra se fazer, com certeza, mas são imposições da vida. Fazer o que?sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A genialidade do Doutor Brizola
Assisti uma do Brizola ontem na TV Senado genial, num desses programas especiais sobre o Golpe Militar de 64.quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
De férias. Mas prometo mais Marilia.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O que somos e o que não somos
“A sinceridade pública é ridícula”. A frase é do meu pai. Ele disse que ouviu de alguém. Procurei no Google pra saber de quem. Não achei. Acho que é modéstia dele. A frase é cheia de sabedoria e isso é a cara dele. Fazer e dizer coisas importantes sem reivindicar a autoria. Coisa de sábio.
O que ele quis dizer é pra não sermos tão francos, como muitas vezes sou por aqui. Vou guardar isso como uma dica de alerta.
Me lembrei do Caetano: “de perto ninguém é normal”, que releu Tolstoi sobre os círculos familiares. Ninguém costuma confessar suas manias, suas vontades, seus prazeres, sexuais ou não. Invariavelmente, são bizarros, escandalosos para o olhar público, fonte de pesados comentários entre amigos e inimigos.
Então, nunca diga por aí que você adora cozinhar pelado, por exemplo. Definitivamente, esqueça de comentar com alguém que você curte um montão assistir o Chaves e morre de rir quando ele diz “isso, isso, isso...”
Bem, algumas coisas também bastante bizarras são as exceções na ridícula sinceridade pública. Diga em quem você votou para o “paredão” do BBB10. Você foi mais longe e assinou o canal full time pra ver a performance completa do Bial e seus pupilos? Relaxe. De perto todo mundo é igual. Ou não?
Tomara que não!
domingo, 24 de janeiro de 2010
Quem já não foi baiano?
Ia
Passava das duas da tarde e os dois mostravam uma alegria incontida. Eram turistas. A certeza estava na placa: BA – BOM JESUS DA LAPA.
Ela portava uma não menos flamejante filmadora, dessas digitais, moderníssimas. Parecia uma cinegrafista policial, tamanha era sua habilidade e concentração no registro da entrada da Ponte.
Na verdade, o que me chamou a atenção daquele casal baiano foi a performance do motorista. Ele parecia mirar o logo da Toyota no meio do capô na linha pontilhada que dividia a primeira e a segunda pista da Ponte, como se fosse um desses motoqueiros truculentos e suicidas. Foi assim, até o final da Pedro Ivo.
O critiquei com os meus botões, mas imediatamente lembrei que todo turista é assim. Todos, cada um de nós que está de férias e em visita numa outra cidade. Ou será que o leitor nunca fez aquele retorninho providencial não permitido? De bermuda e sandália, CD do Bob Marley bombando, e o seguinte raciocínio pra boi dormir: - ah, mas eu não sou daqui..., como se o Código de Trânsito da sua cidade fosse diferente de todo o País. É assim que somos todos, turistas, em qualquer lugar do mundo, pelo menos deste mundo aqui.
Turista com pedigree fala alto, ri de quase tudo, dá gorjeta pro malabarista argentino, compra no sinal água gelada e aquela raquete pra matar insetos e na praia a maioria é fácil identificar: guarda-sol colorido das Americanas ou da Havan, cooler Boêmia ou Skol da promoção do Big, livros de auto-ajuda que ganharam de alguma tia no Natal e o celular pra ligar de meia em meia hora pros parentes e amigos pra tirar uma onda. Se tiver criança, tem ainda uma gritaria danada, hora dos baixinhos, hora dos altinhos.
Não se encaixou em nenhum desses pitorescos detalhes? Não? Você nunca foi turista.
Por tudo isso, nem esquentei com aquele baiano do Toyota, entre uma pista e outra na Pedro Ivo, deslumbrado, ele e a esposa.
Fiquei só pensando num diálogo arrogante com eles:
- Estão chegando à Floripa, de férias?
- Sim.
- Viajaram bastante, a placa é da Bahia...?
- É, estrada de um dia inteiro, mais de mil quilômetros...
- Mas vai valer a pena, vão passar uns dias num belo hotel, curtindo boas praias, camarão, cervejinha, natureza por todos os lados, legal, hein?
- É.., legal. E você também está de férias aqui como a gente?
- É, quase isso. Eu moro aqui.
