sexta-feira, 29 de abril de 2011

Para Colatto, quem é contra o novo Código Florestal não leu o texto do projeto

Achei interessante que o filme queimado ontem no centro - na manifestação contra a aprovação do Código Florestal Brasileiro -não foi do deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), um dos defensores da idéia no Estado. A artilharia pesada dos patrulheiros do nosso maio ambiente voltou-se contra o relator do projeto, o deputado carioca Aldo Rebelo.
Eu e Walter Souza entrevistamos o Colatto hoje pela manhã, na Guarujá. Ele afirma que o pessoal do contra não leu o projeto do novo Código e dá um troco provocador: - quem vota é deputado e senador...
De uma conferida do papo com o parlamentar catarinense, representante rural no Congresso Nacional.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Djalma mostra que precisamos alinhavar melhor

A entrevista que fiz hoje a tarde com o prefeito Djalma Berger revela bem a dissonância entre os dirigentes políticos catarinenses ao tratarem das questões do Estado na escala federal.
Antes, pela manhã, no Conexão da Manhã, na Rádio Guarujá, ouvimos o deputado federal Edinho Bez (PMDB/SC), presidente do Fórum Parlamentar Catarinense, e ele defendeu os pontos positivos da reunião que os catarinenses tiveram com a ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres e o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que se dignou a aparecer desta vez. Edinho criticou muito o Ibama, pela demora nas licenças ambientais para liberação das obras do Anel Rodoviário na Grande Florianópolis, alvo de toda a discussão. O deputado procura ser cavalheiro com o ministro, dirige toda culpa ao Ibama e se isenta de comentar sobre o comportamento da empresa que tem a obrigação de tocar a obra (concessionária do pedágio do trecho SC da 101).
À tarde, no Guarujá Entrevista, o prefeito de São José inverte o alvo da artilharia pesada, mostrando que discorda bastante de Edinho. Aponta como vilão a empresa que demorou mais de um ano para solicitar a licença ao Ibama. Berger isenta o Instituto e reconhece que os políticos dormiram no ponto ao deixar passar tanto tempo para cobrar o que está no papel. Reconheceu, por fim, que foi um equívoco bisonho, ter colocado a exigência de uma obra (Anel/Contorno) dentro de um documento de concessão para pedágio.
A entrevista é um exemplo de como os políticos do Estado ainda precisam amadurecer a idéia de unir esforços na hora que é preciso, como fazem muito bem os nordestinos.
Acompanhe a entrevista em dois blocos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Uma pausa para o belo

Tuitei agora pouco, mas não resisto aqui também.
Dêem uma olhada neste vídeo. Nessa confusão que é a vida, cheia de arapucas e maldades, uma pausa para descansar o espírito.
Foi o colega Walter Souza (que recebeu do Walter Filho) que me mandou. Obrigado, velho.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nada como uma Democracia depois de uma ditadura

O incidente constrangedor - impróprio para os tempos de hoje no País, com o senador Roberto Requião (PMDB/PR) não é uma novidade entre nós, pelo menos para este jornalista.
Sobre o mesmo assunto e com uma reação virulenta igual, tive a mesma experiência que o colega Victor Boyadjan (Rádio Bandeirantes/DF) teve ontem. Meu interlocutor foi o doutor Eduardo Pinho Moreira.
O fato aconteceu no dia 19 de agosto de 2008. Apresentava o Jornal da Noite, na Rádio Guarujá. Registrei e lamentei aqui no Blog, em dois posts: "Abaixo da linha da cintura" e "Um dia depois do outro". Foi patético. Na época, cheguei a ligar para o deputado Edison Andrino, pra dividir a minha surpresa. Até hoje não cruzamos mais nenhuma conversa.
Aliás, com o próprio Requião, me lembro que, ainda na CBN Diário, quando lá ancorava o Notícia na Manhã, idos de 1994 se não me engano, também senti a truculência do então governador do Paraná. Vivia-se o drama do Caso das Letras no Governo de Paulo Afonso. Requião, mesmo sendo do mesmo partido, atirava contra seu correligionário e negou-se a oferecer palanque no Paraná ao candidato à presidência da República de seu partido - Oestes Quércia, diferente de Paulo Afonso. Perguntei-lhe, então, por telefone, se não se constrangia com tudo aquilo... No estilo Requião: -mas quem é o senhor pra me ligar e fazer uma pergunta dessas... E não respondeu.
Nas duas épocas, me surpreendi com o doutor Pinho e com Requião, pela história democrática que os dois carregam. Hoje, não mais me iludo.

Constrangimentos entre Pinho e Temmer devem provocar renovação no PMDB no Estado

O deputado Edinho Bez (PMDB/SC) acaba de reconhecer no Conexão da Manhã (Rádio Guarujá) que não há como negar que existem constrangimentos entre o vice-governador Eduardo Pinho Moreira e o vice-presidente da República Michel Temmer, por conta dos episódios da última eleição. Sugere uma renovação na Executiva no Estado.
A entrevista era sobre uma reunião com o Ministério dos Transportes e com a ANTT, sobre os atrasos na duplicação do trecho Sul/SC da BR 101. No final da entrevista, aproveitei a oportunidade e abordei um tema, muito provavelmente, correlato (os problemas internos do PMDB nacio nal e de SC). O deputado foi direto e curto, não poupando ninguém na avaliação que fez. Confira este trecho final da entrevista.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mobilidade pelas águas

Transporte marítimo é uma das soluções para a falta de mobilidade em Florianópolis. Desde Sergio Grando - prefeito da Capital em 1993, essa discussão está sobre a mesa.
Esta é uma das teses que será debatida no Fórum Internacional de Mobilidade Urbana que abre hoje, aqui em Florianópolis.
A propósito entrevistei ontem no "Guarujá Entrevista" o advogado Fernando Rossa, presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade da OAB/SC.
A entrevista está dividida em dois blocos. Confira:

domingo, 24 de abril de 2011

"Never Say Goodbye", a balada romântica, de David Scheid

Publiquei ontem aqui uma canja de 54 segundos do David. É algo que me tira do chão, os solos deste guri, iluminado sempre, com suas gibson's e fender's, que choram nos dedos dele.
Prometi que publicaria hoje a mais nova balada do David. É um som pop, com características bem delineadas para o hit parade. Tem intenções explícitas de ser um sucesso de trilhas de novelas e filmes hollywoodianos. O David - bem sabe - produziria sons melodiosos e bonitos assim a cada semana. Uma vocação como a dele tirará do bolso muitas "Never Say Goodbye".
Sua carreira está desenhada para vôos mais altos e mais desafiadores, mas as baladas - neste mundo pop - são necessidades, são passaportes na indústria internacional da música.
Sabendo disso, o David começa a decolar para esses rasantes sedutores e românticos. E faz isso com personalidade, com eficiência e sem perder a ternura. Para deleite nosso, para os mais chatos e incansáveis amantes do blues e do sempre bem vindo jazz, o David - tenho certeza - terá na sua manga, também, dezenas e dezenas de acordes e timbres pra nos surpreender. Se querem saber - se bem conheço o Guri, nem se quisesse, abandonaria a velha pegada.
Chega de papo. Eis aqui um exemplar de hit, com certeza. E guardem bem este nome.
Como prometido, com vocês, "Never Say Goodbye", de David Scheid, em primeira-mão por essas bandas.

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Meu avô, o inventor do Kinder Ovo

O Sérgio da Costa Ramos anda estupendo, cada vez melhor. Ele me fez lembrar, na coluna de ontem do DC, de 40 anos atrás, do meu Vô Floriano, que levantava de madrugada nos domingos de Páscoa para esconder os ovinhos de chocolate pela casa, pelo quintal e pelo mato, que ainda existia nas casas dos avós da gente. Aquilo era tudo, como recupera o Sérgio, "tá quente, tá frio..."
Meus primos maiores, é claro, achavam mais rápido os melhores ovos, mas isso era descontado pelo Vô, que dava dicas especiais para os netos mais novos, dicas quase óbvias, dependendo do tamanho das vantagens dos maiores sobre os menores.
Meu avô, vez por outra, misturava ovos de Páscoa com pequenos presentes, como biboquês, bolinhas de gude, piões, panelinhas pras gurias. O meu avô foi uma espécie de inventor do Kinder Ovo! (Já sei que mais tarde o Emílio Cerri vai me desmentir, com certeza, contando no Comgurus a origem do Kinder...).
Era uma gritaria, uma algazarra da criançada que durava a manhã inteira e isso soava como uma sinfonia para o Vô Floriano, que era, sem dúvida, uma reencarnação do Papai Noel, do Chacrinha e que, infelizmente, não vejo similar nos dias de hoje. Uma pena.
Ao meio dia, na mesa, todos em volta, saboreavam uma bela macarronada, com uma inesquecível carne assada. Na casa do meu Vô não faltava batata frita. Aliás, era o único lugar que sobrava batata frita. A gente comia até dizer chega! Só lá acontecia isso, com naturalidade.
Durante a tarde meus primos mais velhos ficavam batendo bola no pequeno campinho de futebol. Duas árvores no início do mato viraram um gol, com uma trave entre elas. Era quase oficial, em largura e altura, meu Vô colocou até uma rede de verdade. Ali eu me transformava no Gainete, vestindo uma camiseta acolchoada vermelha, como o goleiro do Inter fazia. Chutes fortes de primos e de toda família masculina eram defendidos - a maioria - por mim. (É bem verdade, que meu pai sempre ficava preocupado com a violência dos chutes dos demais. Ele, cuidadoso com aquele dublê de Gainete, batia quase sempre fraco, "colocadinha", como o Dirceu Lopes fazia... Pontes, encaixadas seguras e espalmadas pra linha de fundo e muita pose pras fotos de uma Polaroid do meu Vô, as quais procuro até hoje.
Isso tudo só era interrompido se passasse o homem do picolé ou da casquinha na calçada. Uma trombetinha ou um aparelhinho de madeira, que fazia "plek, plek, plek...", inconfundiveis, eram verdadeiras vinhetas pra outra festa começar.
Era domingo à noitinha e , como todos os domingos, ia começar o Programa Flávio Cavalcanti. Me lembro que num domingo de Páscoa, o Flávio, depois de um editorial dramático que lhe era peculiar, anunciava a entrada do Rei Roberto Carlos, que cantaria - bem a propósito - um de seus lançamentos: Jesus Cristo.
Putz, como faz tempo isso. Nem tanto. Celebremos. Obrigado, SCR. Boa Páscoa a todos!
* Na foto, grandes amigos da época: o Alexandre Berny, seu irmão, no centro o "Negão" (Jorge, que foi jogador profissional do Grêmio) e eu agachado - o Marcelo Gainete. A foto foi registrada em frente ao gol do "Estádio" Vô Floriano.

sábado, 23 de abril de 2011

O David e a Gibson, esses malvados...

O David, meu filho de coração, está lançando um single dos bons. Ele mora há mais de cinco anos entre os norte-americanos e faz uma carreira linda de músico por lá. Amanhã - PROMETO -mostro aqui o seu último trabalho. É uma balada romântica, totalmente autoral, só a percussão não é dele. É um som gostoso de ouvir, que traz a marca das canções dos hits. Lembra gente boa, como o Brian Adams e o John Mayer. Vocês vão ouvir. Amanhã!
Hoje, falo dos seu trabalho em geral, que vem impressionando os yankes. Faz um jazz-bossa-blues-funk e outras cositas mais, que deixam os gringos malucos. Dias desses, num esquenta nos pubs de San Diego/CA, ele deixou os caras de queixo caído. De um blues sempre rigoroso e cheio de surpresas, lascou entre os dedos da Fender um som que imitava uma autêntica cuica brazuca. O pessoal enlouqueceu. Fiquei aqui todo bobo, como sempre. O Guri que eu vi crescer, rebelde, criativo, artista nato, uma luz que me veio...
Bem, já falei demais. Ando com o coração, cheio de saudade, dele e do irmão, o Carequinha, que também está lá.
Apresento pra vocês quase um minuto de um dos solos. David e uma Gibson pra me deixar nas nuvens. Curtam!

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Discussão oportunista e hipócrita esta do desarmamento, depois de Realengo/RJ

Ouço aqui e ali opiniões de formadores, de políticos, principalmente, sobre esta retomada da discussão sobre o desarmamento.
Fora o fato do tema ser um óbvio oportunismo barato de quem pegou a carona na tragédia de Realengo/RJ, o tese dos que querem novo plebiscito é recheada de sofismas.
- A Lei vigente, em momento algum, dá direito a qualquer cidadão ter arma. O sujeito tem que passar por um rito burocrático pesado, bem diferente dos EUA.
- O problema não está em quem tem armas dentro da Lei. Aliás, isso nunca foi problema em qualquer parte do mundo.
- Todos os problemas se concentram em quem tem armas fora da Lei, compradas no mercado negro, de forma irregular, muitas vezes protagonizada por maus policiais, gente ligada ao crime. Nada a ver com legislação atual.
- O maluco de Realengo/RJ, registre-se bem, tinha uma dessas armas ilegais, raspada, comprada de um homem miserável - que já está preso, inclusive, por a ter vendido ilegalmente.
- Alguém acredita que se o plebiscito de 2005 tivesse decidido coisa diferente, este doido não teria conseguido comprar a arma daqueles crimes? Aliás, alguém acredita que os bandidos em geral não teriam tantas armas caso o plebiscito tivesse defendido o desarmamento como queriam os hipócritas pseudo-defensores da paz?
Bem, se querem abrir o debate sobre o desarmamento, façam isso com autenticidade, não na carona de uma assunto trágico, paralelo, que emocionou as pessoas e que nada tem a ver com esta conversa.
Antes desta conversa fiada de político que não tem o que falar, que tratem com seriedade das nossas fronteiras, de onde se articula o mercado criminoso de armas, drogas e todo tipo de bugiganga. Bem, se o senhor parlamentar não pode meter a mão nesta cumbuca por alguma razão, seja qual for, fique quieto pelo menos, mas não confunda a população ainda mais e não estimule os coleguinhas da grande mídia a explorar o assunto de forma tão banal. "Fazendo favor"?!...

Guarujá Entrevista: o "tratorex" e o niver de 45 anos na avaliações do líder Elizeu Mattos

Entrevistei hoje no "Guarujá Entrevista", a tarde, o deputado estadual Elizeu Mattos (PMDB/SC).
Ele falou da primeira "operação tratorex" (assim batizada pela então deputada estadual oposicionista Ideli Salvatti, lembram?...) protagonizada por ele, que é líder do Governo de Raimundo Colombo. Garantiu a aprovação de uma tal "mini-reforma", que extinguiu e criou cargos, entre outras coisas.
Tamanha prova de unidade entre os governistas foi capaz de sepultar as 60 emendas oposicionistas apresentadas. Todas rejeitadas em plenário. Detalhe: contabiliza-se entre apoiadores de Colombo os parlamentares do PP de Amin. A política é, realmente, capaz de tudo.
Elizeu também analisa os 45 anos do seu partido. - Deputado, este aniversário do PMDB não tem gente estranha demais...? Ele respondeu.
Ouça a entrevista, em dois blocos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Nada como um dia depois do outro

Calma, pessoal. Se atrasar o aeroporto de Porto Alegre, os turistas da Copa de 2014 podem descer pelo Internacional Hercílio Luz e vir pela BR101. Simples, né não?!!

O formulário de papel era a nossa cara mais fiel

O Brasil vai retomando a sua posição de oitava economia do mundo. A presidenta Dilma está na China. Nosso superavit comercial sobre os chineses dá o tom da nossa credibilidade. O presiidente Obama veio ao Brasil e nos encheu de orgulho com os seus discursos e comportamentos maneiros. Que coisa boa estamos nos transformando, né?... Nem tanto. Vejamos. Dois exemplos emblemáticos: os aeroportos nas cidades-sde da Copa de 2014 e a Declaração de Imposto de Renda deste ano. O Ipea acabou de dizer que apenas dois aeroportos (Porto Alegre e Recife) tem chances de ficar prontos para os jogos da Copa. Os demais serão uma vergonha certa. A Dilma chegou a adiar a divulgação de obras e projetos da Copa 2014. Todos atrasados! Até que o Blater, presidente da Fifa, foi compadre. Depois de malhar o pau nas obras, resolveu dar uma força e elogiou. Isso deve ter o dedo do Lula. Com relação ao IRPF, a principal novidade é a marca do faz-de-co0nta brasileiro. Acabou a declaração em papel, dos velhos formulários. Agora é tudo digital, via Internet. Boa notícia? Parece, mas só parece. Centenas e centenas de pessoas sequer tem computador em casa. Muitos que tem, mal conseguem entrar numa rede de relacionamento, se souberem o que é isto. Ouvi agora pouco na tv um depoimento exemplar dessa "bagaça". Um senhor humilde, iletrado, numa sala de espera da Receita: eu tenho pobrema pra mexê no computadô, então, em vim aqui, mas no ano que vem acho que vou fazer um cursinho... A oitava economia do mundo, cheia de marra com os EUA, a China e o resto do mundo, pulou umas etapas. De investir em Educação, de dar cidadania aos seus filhos, de oferecer dignidade intelectual, antes do primeiro celular e do MP3 atochado nas orelhas da juventude num coletivo sujo, apertado e desumano. Esse senhor com "pobrema" nem deveria pagar imposto, mas é explorado, escurraçado, assediado e, provavelmente, paga mais imposto - proporcionalmente - à Receita do que um senador engomado da República. País lindo de ser ver, de Florianópolis e por aí a fora, mas vadio, mentiroso, enganoso, falso, mal acabado, cópia míope de primeiro mundo. Terceiro mundo, digital e com fome de quase tudo que é essencial. O formulário de papel e o Aeroporto Internacional Hercílio Luz são a nossa cara mais fiel. Salve o Bolsa Família! Até quando?!

A Escola da Prainha e as lições do Dr. Brizola

Me lembrei do Dr. Brizola neste episódio da escola da Prainha, aqui em Florianópolis. Só pra quem não sabe: o Governo do Estado acaba de doar para a Assembléia Legislativa - por Decreto - o terreno, onde há uma escola. Detalhe: a escola pode estar com os dias contados, porque o terreno fica próximo ao prédio da AL e corre o risco de virar mais uma ala de repartições do Legislativo/SC. A escola vai sumir pela idéia iluminada das OTORIDADES.
Será que alguém - entre esses que ajudaram no Decreto - imaginou produzir esta aberração sem que ninguém protestasse? De que época são esses "artistas"?
Bem, tá explicado (mais uma vez) por que este País precisa tanto de Bolsa Família!
Em Tempo: ia esquecendo da história com o Dr. Brizola.
Certa vez, Leonel Brizola - governador do Rio Grande do Sul (década de 60), ouviu a ponderação de um diretor da Secretaria Estadual da Educação, sobre as possibilidades da abertura de uma escola pública do Estado numa zona rural: governador, naquela região há apenas dez crianças em idade escolar, acho que não devemos construir uma escola lá, é muito pouca gente.
O Dr. Brizola lascou: Pois abra uma escola pra estas dez crianças e o senhor, como funcionário da Educação, trate de encontrar mais alunos e encha aquela escola, esta é a sua missão. Vá trabalhar!
Uma boa história para lembrar em meio a esta polêmica ridícula.
Querem saber? Acho que vão voltar atrás. Não é possível que isso aconteça!

Os dois senadores, lá em 2040

Não é futurologia, é pura constatação. Vá ao link do You Tube e antecipe alguns anos para conferir a performance de dois senadores, os mais eloquentes, sem dúvida, entre seus pares, lá dos anos 2040. A conversa é intima, longe da tribuna e envolve um tema difícil, pra poucos acompanhar.
É imperdível, posso garantir.
A conversa deles é atualíssima! E pra variar, em se tratando de Senado, o papo é de rir do começo ao fim. Vale a pena!!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Tarso Genro, "interessadíssimo" na nossa duplicação...

Cantei a pedra no último Codesul, em Porto Alegre/RS. Com trecho gaúcho concluído, o Tarso Genro - o novo presidente do Conselho - dá de ombros pra BR 101/SC.
Mas o governador gaúcho vai se mobilizar junto ao Planalto, prometeu ele na pergunta que fiz durante a coletiva, lá no Piratini (foto do atento James Tavares, que registrou minha passagem pelos Pampas).
E a gente vira de lado e cai da cama...

Perguntas rápidas sobre os atrasos da 101/SC

Rápidas perguntas sobre o péssimo resultado da reunião do governo catarinense com a equipe de Dilma, em Brasília, sobre o vergonhoso atraso na duplicação do trecho da BR 101/SC:
1– Não seria esta previsão – de atraso de mais de 3 anos de atraso, no mínimo, um sutil recado aos opositores da eleição de Dilma/Temmer?
2- Seria o senador LHS capaz de baixar a guarda em Brasília em nome de SC?
3- Não é uma coincidência que o vice-governador Pinho Moreira tenha que transitar pela 101 atrasada, Florianópolis/Criciúma, ele que ainda deve explicações à Executiva Nacional de seu Partido e ao Vice, Dr. Temmer?
4- Não estaria nascendo neste fato uma embrionária possibilidade de Aécio vir a ter em Colombo o Democrata certo para acompanha-lo numa disputa contra a reeleição de Dilma?
5- Será que eu estou ficando doido ou três anos, no mínimo, é castigo demais pra gente que não tem nada com isso?

domingo, 10 de abril de 2011

A Maria Paula não entende nada de mercado

A Maria Paula tem razão. Ela tuitou neste domingo: sutiã com enchimento para meninas de 6 a 14 anos? Socorro, isso deveria ser proibido de ser comercializado.
Calma, Maria Paula, isso é coisa de mercado mesmo. Produto voltado para um público bem definido, coisa moderna. Um pedófilo não morreria de alegria comprando um presentinho assim? Ô, Maria Paula...

Cabe tudo no Twitter

Deu agora pouco no Twitter do José Serra, no seco, bem assim: cultura, inteligência, humor e (boas) ironias.
O texto ficou truncado ou será que é dele mesmo que ele está falando?
Putz, preciso votar nesse cara nas próximas eleições. Será que eu chego lá?...

Os twiter's das nossas vidas

Antigamente, a gente ia pra janela pra ver o movimento dos bondes, dos carros, das pessoas. Hoje, vai-se para o Twitter, ler sabe-se lá o que?
No parapeito tinha-se uma idéia melhor das coisas...

Tá bom, programa é produto e ouvinte é cliente..., mas vamos com jeito!

Essa questão da audiência é um problema mesmo. Não me saiu da cabeça a pergunta de pronto que o professor Ostermann me fez lá no Brique, já registrada aqui. Falei-lhe do "Guarujá Entrevista" que apresento de segunda a sexta, à tarde e ele me fulminou: e como anda a audiência? Bem, foi o professor que perguntou isso. Imaginei que ele jamais me faria tal pergunta. Esse tema é o tipo de coisa chata que anda pelas bocas mercadológicas e que, normalmente, chamam programas de produto e ouvintes de clientes. Tá bom, eu sei que está certo, que faz parte do negócio, mas é sempre dura esta realidade para jornalistas românticos como eu, que vivem a se preocupar em dominar este sentimento tão sedutor e quase sempre equivocado nos dias de hoje. Mas não ninguém e sim o professor que me lascou essa. Isso ganha outra proporção. Primeira coisa que penso é que a audiência tem sido uma perseguidora também dele e por isso faz deste craque da comunicação refém de números de rádios ligados nele. Estou ouvindo, por exemplo, a Ella. Imagino o quanto ela tenha sofrido também com isso. Quantas Britiney´s devem ter lhe tirado o sono. Mas é verdade também que a estou escutando e sei que faço parte de uma minoria interessante, se não me engano muito. Da mesma forma, presumo, o "Guarujá Entrevista" seja curtido por uma minoria, interessante como os admiradores de Ella e do professor. Pretensões à parte, entendo que consistimos um pedaçinho do mercado (estão vendo, até usei a palavra...) que se insere entre os possíveis de manter produtos no ar, mesmo não sendo fenômenos de audiência. Esse glamour pela quantidade de receptores ligados me incomoda muito. Não que não deseje que milhares pessoas ouçam o que faço, mas confundem isso com qualidade. Um equívoco como este num País tão deseducado como o nosso e, portanto, tão vulnerável capaz de qualificar "CQC" e "Pânico" como "a mesma coisa", ou Britney e Ella, como "música pop", é um perigo. Lembro, certa vez, que o Jornal do Brasil - se não me falha a memória, lançou uma campanha assim: "JB, o mais lido por quem decide!" Achei aquilo fantástico e passei a adotar esta tese nesses confrontos que temos todo dia entre audiência e qualidade, que não deixa de ser uma discussão sobre mercados, ora pois! Mas, como todos sabem, o JB impresso foi pro brejo e está "online" apenas. Uma versão hi tec da velha falência. E isso me acende, novamente, os sinais de alerta, como esta inquietante pergunta do professor Ostermann. Tá bom, vou pensar nisso mais demoradamente e ler mais estes modernos rapazes que voltam dos EUA, formados nos MBA´s de comunicação. Mas não me entrego assim, também. Enquanto escrevo isso, a Ella canta ao meu lado, num MP3 moderníssimo, sobre o qual falei aqui esta semana, que já vai tarde, por sinal. Imagino e torço que a Ella esteja em muitos pen drivers por aí.

sábado, 9 de abril de 2011

Na tuitada do Colatto lembrei de uma boa do Casildo

Acompanho as tuitadas do deputado Valdir Colatto, parlamentar do bem, um dos bons que permanecem bons. Ultimamente, se tornou defensor do novo Código Ambiental Brasileiro. Assunto polêmico, briga boa contra os ambientalistas. Discussão interminável – crescer sem ofender a natureza. Colatto também é conhecido como o cara que quer acabar com o horário de verão. Ele tem sua razão. As crianças, no interior, tem de levantar de madrugada para ir ao colégio. A jornada de trabalho no campo também vira uma bagunça. Colatto tem razão quando reclama dessa ditadura do litoral.
Mas o que quero dizer sobre o representante rural do Meio Oeste/SC é que agora pouco ele tuitou: “Acesso de Ipuacu a Entre Rios sendo concluído asfalto, estivemos lá com secretario Cobalchini! Será o ultimo acesso a ser asfaltado na AMAI!”
AMAI é a Associação dos Municípios do Alto Irani e me lembrei de uma história maravilhosa do senador Casildo Maldaner. Muita gente já conhece, mas vale pra quem não sabe.
Um radialista entrevistava o então governador. E o questionou: governador, como é que anda a nossa AMAI?
O Casildo não titubeou: Olha, a nossa mãe vai bem, o pai é que anda meio adoentado...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Essa cambada não tem jeito mesmo!

Evidente que dou o desconto para as pessoas realmente envolvidas e que sofrem com esta tragédia que aconteceu em Realengo/RJ. Mas é preciso que se denuncie esses oportunistas de plantão - políticos e jornalistas, na maioria - que ficam produzindo uma barata demagogia, colhendo da população a fácil simpatia num momento cruel como este.
Os tais, vão desde a recuperação da campanha do desarmamento - que faliu na incompetência dessas autoridades fajutas, até uma falsa indignação pela falta de segurança nas escolas.
Será que alguém imagina que esse psicopata não teria uma arma se a lei não permitisse, ou que ele não passaria de alguma forma por portões escolares com detector de metais? Um psicopata como aquele faria o que fez de qualquer jeito.
É incrível como tem gente louca mesmo... Desde os que são capazes de matar a sangue frio, como outros - mais sutis, que bebem na fonte da desgraça alheia.
Vão ler um livro e deixem que os amigos e familiares chorem seus mortos em paz, cambada!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Oposição carente e um Aécio soberbo, de uma “mineirice” amadora

Cheguei a me impressionar com a força do senador Aécio Neves (PSDB-MG). E continuo crente que é a única alternativa da oposição à Dilma/Lula. Mas preciso fazer uma correção desta minha impressão.
Ontem tuiteiO Aecinho começou. Disse que vai mostrar que o Brasil não foi descoberto em 2003. Chapa da Dilma esquentando para 2014. Lula só na moita...”. Minha impressão naquele momento foi fruto do barulho que o pessoal fez lá de Brasília e Brasil afora, logo após o discurso do senador mineiro.
Antes de dormir, perdi um pouco do meu sono na TV Senado, que reapresentou Aécio na tribuna. Me enganei bastante e por isso faço este reparo em tempo.
A pompa de Aécio não corresponde ao conteúdo de seu discurso lido. Apresentou propostas óbvias, que o Serra e o Alkimin já haviam levantado anos anteriores e, muitas delas, emprestadas dos textos de Dilma e Lula, que, aliás, e entre nós, são réplicas bem feitas de campanhas liberais mais antigas ainda. Ou seja, nada de novo!
O que esquentou a presença de Aécio foi o tom provocador no mais velho estilo mineiro, batendo e assoprando. É bem verdade que Tancredo fazia isso bem melhor, com propósitos mais republicanos, mas o neto se esforça em seguir a manha do avô. “Mineirice” ainda amadora. Sai-se até bem, no entanto precisa cuidar com a vara, curta demais para cutucar onças mais experientes.
O que impressionou, também, foi o assanhamento dos senadores de oposição. Como estão carentes..., como estão ávidos de posições firmes e propostas concretas que Aécinho parece trazer.
A aparição dele ontem foi um pequeno show, uma demonstração de força do tipo “ainda estamos aqui, vivos, cuidem-se!...” Detalhe: a soberba de Aécio não lhe permitiu os apartes de seus próprios correligionários. Foi até o fim do discurso, extrapolou dez minutos, e não deu oportunidade pra ninguém interrompe-lo. O Sarney – presidente eterno da Casa – quase melou o ôba-ôba ensaiado, mas não conseguiu. Os “apartantes” acabaram falarando o dobro de Aécio e se esbaldaram em elogios ao senador/neto. Foi tanto confete que Aécio chegou a prometer o ministério da Justiça ao colega Demóstenes Torres, quando assumir a Planalto.
Brasília é mesmo um espetáculo à parte.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eu e o professor no Brique

Era domingo, Brique da Redenção, uma local tradicional e domingueiro dos portoalegrenses. Lá estava eu, matando saudades e revisitando todo tipo de quinquilharia familiar e dos nossos tempos passados.
Quando menos espero, ao meu lado, disputando o olhar sobre uns talheres antigos de prata, o professor, o Ruy Carlos Ostermann. O professor – assim o chamamos no Rio Grande – foi e é meu mestre-mor. Comecei minha vida profissional com ele, na Rádio Gaúcha e isso é só um detalhe a mais, porque anos antes ele já era meu guru intelectual, uma espécie de pajé do jornalismo.
Vivenciei algo bem estranho, que há muito não me acontecia. Me senti um guri, quase universitário, secundarista, bem provável. É que a gente quando vai envelhecendo experimenta esta sensação ao contrário e vai trocando de posição diante dos mais jovens. Pois, no domingo passado, encontrei o velho professor, firme, forte, incólume reserva profissional e cultural e – de quebra, não posso deixar de reconhecer, encontrei também o Marcelo Fernandes de novo, com uns 17 anos de idade, no máximo.
Tremi as pernas e me senti frágil e esqueci completamente das minhas três décadas de estrada no jornalismo, que iniciara com aquele ídolo. Claro que logo recobrei os sentidos e me dei o respeito necessário. Até consegui contar ao professor que tenho feito nos últimos anos um programa chamado “Guarujá Entrevista” muito em sua homenagem, na verdade, inspirado no que ele apresenta na Gaúcha, o “Gaúcha Entrevista”, no mesmo horário (entre quatro e meia e cinco da tarde, de segunda à sexta), numa coincidência exata e premeditada.
Disse-lhe que o programa tem o mesmo estilo e até ensaiei uma história que, para mim foi uma delícia ouvir. Dia desses entrevistei Ricardo Rihan, um dos produtores do filme “As Mães de Chico Xavier”. Antes de iniciar o programa, Ricardo me falou de uma curiosidade. Ele havia participado de um programa de entrevista no dia anterior, em Porto Alegre, com nome parecido e no mesmo horário. Sem pestanejar disse-lhe: com o professor Ruy Carlos Ostermann, né?... – Isso mesmo, confirmou o produtor, para meu deleite. Contei isso ao professor no domingo. Ele sorriu e perguntou de pronto se a audiência era boa. Disse que sim, mesmo que não fosse.
Contudo, não consegui driblar por completo meu nervosismo diante do professor tantos anos depois. Quando me despedi, sem saber direito o que dizer, lasquei um “prazer te conhecer...”, sem graça e inexplicável. Tentei salvar a pequena gafe: “...de novo...” O professor agradeceu e acho que percebeu o quanto aquilo havia mexido comigo.
Que coisa, hein?... Cinqüenta anos na cara, trinta e três de redações e não me curei daquela admiração juvenil. Estou pensando nisso até agora.
Foi bom. Espero que o professor leia.

Saúde e as noticiazinhas de sempre. Alô Mestre Wainer!

Os jornais denunciam o que não é mais denúncia: a situação de emergência da Saúde. Como andamos atrás dos fatos! A imprensa deixou de ser, faz tempo, a vanguarda. Saudade do Samuel Wainer... Tudo lugar comum e as noticiazinhas de sempre. Você lê, lê, lê a mídia e tudo tem gosto de hamburguer mal passado.

Desconfianças...

Leio rápido no Twitter: "Deborah Secco usa calcinhas pessoais para filmar Bruna Surfistinha". Desconfio que há mais coisas pessoais nisso.
Por favor, não pensem tão mau no que desconfio...

Amin ligeiro como sempre, já a 101/SC...

Escrevi aqui e no Twitter a minha indignação sobre as obras de duplicação no trecho Sul do lado catarinense e a conclusão do lado gaúcho.
Cheguei a escrever (depois apaguei...) que nossa Região (Grande Florianópolis) não tem representação política e que as pessoas daqui não tem esse senso político-eleitoral-corporativo e isso faz da Capital e Região uma terra sem defensores. A unica exceção, talvez (pensei...), seja o deputado federal Esperidião Amin, muito bem votado por aqui. Sabe-se que tem um nome estadualiado, aliás, nacionalizado, mas não há dúvidas que muito bem identificado como "manezinho".
Pois, então. Nem bem twittei e o deputado Amin twittou em seguida: "Nunca invejes em tua vida; eh mui triste invejar! Cada leitao em sua teta: eh o modo de mamar! Diz Martin Fierro. Queremos concluir a 101SUL". Se bem entendi o recado, tudo a seu tempo, ao nosso tempo possível. Me perdoe o senador se fui pretencioso.
Amin é um atento observador do seu tempo e um craque nestes temas. De novo me agrada muito a sua intervenção pronta e sutil. Sem preconceitos do passado, Amin me interessa como político, hoje. O tempo e o ex-governador Luiz Henrique me mostraram isso.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Essa "duplicação" vergonhosa que nos humilha!

Peguei 500 quilômetros BR 101, trecho sul, Florianópolis/Porto Alegre e depois a volta, com o detalhe de pegar as últimas duas horas à noite. Uma verdadeira aventura!
Quanto mais avançava, me aproximando da Capital Catarinense, mais me irritava com os políticos, essa cambada de ineficientes, corruptos e caras-de-pau que dizem estar tocando a obra, sabe-se lá por mais quanto tempo.
Minha indignação começou no RS, ontem, na reunião do Codesul. Já contei aqui, que tive que ouvir como explicação do desinteresse do gaúchos pela duplicação, que o trecho de Osório a Torres (RS) está concluído. Comprovei isso, como mostro nas fotos que fiz no início da viagem de hoje (foto de baixo). Asfalto bonito, obras de arte bem feitas, sinalização boa, recuos e acostamentos civilizados, uma estrada que dá gosto trafegar.
Fiz questão de fotografar a passagem sobre o Rio Mampituba (foto de cima), que divide os estados. É emblemático. Parece outro país. Um vergonha para os catarinenses o relaxamento das empreiteiras que fazem de conta que estão trabalhando. Tudo muito sujo, desleixado, atrasado, serviço de quinto mundo mesmo!
Num país ou estado sério o Ministério Público e a Polícia mesmo já teriam tomado alguma providência. O que estão fazendo é mais do que desrespeito com os motoristas e a população ribeirinha. É criminoso o comportamento desses irresponsáveis! O estado em que se encontram as obras, a sinalização porca dos desvios, os descumprimento da legislação mais básica de trânsito e tráfego rodoviário são casos absolutos de Polícia, de investigação, de protestos, de alguma coisa que nos devolvesse a dignidade a cidadania.
Mas, como já disse o presidente da Fiesc, Alcântaro Corrêa, não temos autoridades, nem políticos comprometidos com o Estado, são ineficientes, incompetentes. Ele tem toda razão!
Fico a pensar, depois destes últimos 100 quilômetros até Florianópolis, como os anjos estão ocupados conosco. Os acidentes e mortes, deveriam ser muito maiores pelos riscos que corremos. É coisa de filme de terror, é o trem fantasma passar por ali. O Governo Federal e todos seus omissos coadjuvantes são absolutamente cínicos, hipócritas e, por fim, criminosos ao tratar um problema como este da duplicação. Já nem falo da duplicação que não sai, mas o abandono e qualquer princípio de segurança nas obras lentas e cheias de irregularidades.
Pra enterrar toda minha esperança nesse pessoal, me deparo, mais uma vez, com a chegada na Capital. Os pequenos trechos duplicados já estão abandonados, pouco sinalizados, escuros e mal construídos. A chegada à Florianópolis é patética, escura, cheia de dúvidas. Duas placas para a entrada tem a cidade de São José em primeiro lugar. De quebra, logo abaixo, vem Florianópolis e - entre aspas - "entrada principal". Nenhum portal, nenhuma iluminação especial, nenhuma alusão ao fato de ser a Capital de Santa Catarina.
Que vergonha!!

O Codesul, as mesmas conversas e o belo Piratini

Não dá pra não ficar sempre impressionado com uma visita ao Palácio Piratini, nem mesmo para um portoalegrense como eu, que estive várias vezes por ali. É suntuoso demais, o estilo barroco pesado, imperial, com proporções de palácio mesmo. E depois lembrar que o Dr. Brizola comandou dali, num dos porões, a resistência contra o golpe de 64..., através da Rádio Farroupilha em onda média e curta..., é realmente mágico o lugar.
A reunião começou com um encontro anunciado como reservado, no gabinete do governador. De reservado só o nome. Até eu estava lá, como podem ver na foto que fiz do celular, quando Colombo abraça Genro, passando de fato a presidência do Codesul. Mais tarde, já no Salão Negrinho do Pastoreio, aconteceria a solenidade, rápida, atrasada, onde houve a passagem repetida do cargo, ai pra todo mundo ver.
Pontos importantes e bizarros de mais uma do Codesul: 1) o novo presidente, Tarso, prometeu agir para fazer valer a força política do Sul (todo presidente faz isso..., e o Nordeste continua dando um banho de corporativismo em nós todos desta banda); 2) na entrevista coletiva (outra foto), fiz uma pergunta sobre a duplicação da BR 101. Quis saber se os demais governadores, além de Colombo, estariam interessados na complementação da obra, já que os trechos gaúcho e paranaense estão concluídos e o sulmatogrossense nem aí... Discurso politicamente correto de Genro e Colombo. Do Cláudio Vignatti, representante do Governado Federal, autor financeiro da obra, nenhuma palavra. 3) Foram cinco perguntas na coletiva de respostas curtas, em razão - presumo - da fome de todos, de comer e perguntar. Quando ensaiava dar uma "apertada" a mais nos chefes, Genro agradecem a todos já de pé; Ah, ia esquecendo: lançaram a idéia da Ferrosul, uma linha férrea para escoar a produção do Codesul. Não há projeto, não há sequer proposta de traçado. Bem, talvez a força política, evocada por Genro, encaminhe alguma coisa, afinal, a presidente Dilma, tem sua origem política no RS. É bem verdade que não é gaúcha e nem era petista, mas isso são outros 500.
Segue o baile.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Charlie Parker, Chet Baker, Ella, Miles Davis..., na palma da mão!

Meu mais novo brinquedinho é um aparelhinho de som que cabe na palma da mão. Não é exatamente uma novidade, mas me deparei com ele, comprei e estou me deliciando. Tem rádio FM e pode receber arquivos de música em MP3, tanto no pen driver, como no naquele cartão mínimo que os celulares já adotaram.
Fiz um playlist de mais de 200 músicas. Levo ele comigo para todas os cantos da casa. Durante o banho, o robusto som, transformou o momento da ducha um concerto.
Ando bem acompanhado, debaixo do braço, de Charlie Parker a Chet Baker, de Ella a Miles Davis. Não quero mais nada, exceto um pouco de saudades dos graves, incomparáveis sempre aos das minhas velhas caixas acústicas da Gradiente e da Sony, dos anos 80, ainda funcionando. Tuiters, médios, e woofers, com divisores de frequência.
Não usa pilhas, nem baterias. É carregado como um celular. Sugiro aos amigos que gostam de escutar uma boa música em lugares menos convencionais.

Gemidos e gritos da vizinhança

Ouvi dias desses relatos espantosos sobre os moradores vizinhos de presídios, cadeias e penitenciárias, que sofrem de insônia por um motivo escandaloso: os gemidos e gritos de pavor, dor e indignação de presos que apanham de madrugada.
É uma hora "solene", quando os tais agentes fazem o serviçinho do turno, sem a fiscalização dos que ainda se insurgem no sistema prisional.
Todo mundo sabe disso. Pelo menos todo mundo que lida com este assunto. As autoridades tem conhecimento disso, as entidades e seus dirigentes - que deveriam tomar providências e atitudes, não fazem nada, se omitem. E nós, pra variar, também fizemos que não é com a gente.
Com certeza, esse pessoal que ganha votos, e dois em dois anos, não faz parte desta vizinhança. Uns por puro medo de amanhecerem do lado de dentro dos muros.

Biguibroder e a esculhambação de sempre!

Iria esculachar de novo com o tal "biguibroder" e com o ex-bom Bial. Resolvi que não. É lugar comum entre os que apreciam o bom gosto e , presumo, todos por aqui estão a procura de notícias e comentários novos, diferentes.
Lamento, apenas, mais uma terça perdida deste país. Um dia - e não estarei mais por aqui - vamos ver um País mais maduro. Essa esculhambação já não deixa mais as gerações próximas, infelizmente.

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