
Gravei esta semana uma entrevista - por mais de uma hora, com o cubano de 72 anos, Manoel Cardó Calçada, engenheiro agrônomo e especialista há 40 anos em plantas e ervas medicinais. Mas o fato mais marcante deste registro é o fato dele ter sido um dos homens mais próximos de Fildel Castro, que o condecorou Capitão, no desenvolvimento da revolução. Foi um dos heróis da Sierra Maestra e participou de todo o processo, até 1959, quando os revolucionários entraram pelas ruas de Havana vitoriosos, derrubando a ditadura assassina de Fulgêncio Batista.
Na foto histórica ao lado, não é possível identificar Manoel, mas ele estava neste grupo, na marcha triunfal dos rebeldes, junto com Fidel e Che Guevara.
Durante a entrevista, que estou editando para uns 15 minutos, fiquei impressionado com a lucidez, a firmeza, a alegria, o bom humor e os relatos dele sobre os treinamentos na selva, a construção de criativas emboscadas, as armadilhas contra o exército de Batista e a forma como vê o mundo.
Quando anunciei que ele havia lutado lado a lado com Che, Manoel me interpelou, dizendo que não havia estado com Che durante nas lutas, apesar de ter conhecido-o e trocado conversas com ele várias vezes, depois da vitória. – Precisamos ser precisos com a verdade. Um comunista não mente nunca. Se mentir, não é um comunista, alerta Manoel Calçada.
Ele contou que seu grande sonho era ser médico e sente-se um pouco frustrado em ter atendido disciplinadamente a orientação do governo revolucionário, que lhe encaminhou para a Faculdade de Engenharia. – Mas não me arrependo porque atendi a uma necessidade da revolução e fiz tudo com muita determinação, como Fidel pediu, conta Manoel. Ele explica que sua frustração foi resolvida mais tarde, quando seus filhos, cunhados e nora, todos formaram-se em Medicina.
Ao final da entrevista uma curiosidade: Manoel Calçada aproveitou sua participação e mandou um recado a Fidel, já que não fala com o comandante há muitos anos e sabe que alguém em Cuba ouvirá a entrevista na Rádio Guarujá. Ele está no Brasil como visitante e com permissão diplomática de seu governo. Disse que as autoridades cubanas ouvem tudo o que há pelo mundo sobre Cuba e, certamente, estariam sintonizados na Guarujá para ouvi-lo e saber como foi recebido. – Aproveito esta entrevista para dizer a Fidel que gostaria de dizer muitas coisas a ele, sobre as o que dizem de nós, aqui nesta grande potência latina, o Brasil, conclui o Capitão de Fidel.
A entrevista especial ainda não tem data para apresentação. Estou ainda trabalhando na edições, que terão tradução simultânea. Aviso aqui sua audição.
3 comentários:
Salve, salve! Estamos aguardando ansiosamente. Vê se dá uma apuradinha aí.
grande hélio. estou procurando um HD gratuito para hospedar áudios. meu filho está dando um jeito. em breve, o cubano e outros mais.
um abração. apareça sempre.
Se puder me enviar essa gravação... vou gostar muito! Beijo!
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